Sobre

Missão Dimix: it's possible!

IDENTIDADE DA MISSAO DIMIX:
A ASSOCIAÇÃO MISSÃO DIMIX é uma associação sem fins lucrativos, que nasceu em 2016 a partir do desafio de Sónia Pessoa (Ursotigre) aos seus amigos, para juntos darem as mãos aos Príncipezinhos de São Tomé e Príncipe. 
A Missão Dimix nasceu do desafio lançado a um universo de mentes criativas e artísticas que, unidas por uma causa, se movem para criar um projeto de partilha e interação, com crianças e jovens de São Tomé e Príncipe. 


A ONGD tem por objeto a promoção e defesa dos Direitos Humanos, especialmente das crianças, jovens, adultos e idosos, pertencentes a classes sociais mais desfavorecidas, apoio ao desenvolvimento nas áreas da Educação, Saúde, Igualdade, Desenvolvimento, Habitação, Alimentação, Higiene e Solidariedade. A promoção da cultura, ensino e divulgação de actividades artísticas num contexto socialmente desfavorecido, através de várias iniciativas e eventos, tais como, acções de informação, educação, comunicação e de responsabilidade social que envolvam a organização e participação em palestras, sessões de esclarecimento e de informação e recolha e angariação de fundos ou de bens. 


MISSÃO DIMIX: em seis questões.

1 O QUE É / 2 VISÃO / 3 PARA QUÊ E PARA QUEM / 4 COMO / 5 COMO FUNCIONA / 6 O QUE PRECISAMOS /
 
1 O que é a nossa missão ?

Missão de cooperação, dinamizamos atividades no caminho da educação pela arte com crianças e jovens em situação de risco ou vulnerabilidade, contribuindo para o seu desenvolvimento pessoal e capacitando-as nas suas futuras escolhas profissionais, despertando-as para o respeito pelo meio ambiente, assim como para o desenvolvimento da comunidade.
A nossa Associação, MISSÃO DIMIX, pretende ser reconhecida como um exemplo de bom desempenho na educação não-formal com crianças e jovens.


“Como metodologia de uma educação pela arte, H. Read propõe a expressão livre, o jogo, a espontaneidade, a inspiração e a criação, ou seja, que numa educação em que a base seja a arte, esta deverá ser proporcionada à criança sob a forma lúdica-expressiva-criativa, de modo livre, num clima que proporcione a inspiração, motive a expressão dos sentimentos e estimule a criatividade”


Fonte: *4B) SOUSA, Alberto, 2017,  Educação pela Arte e Artes na Educação, Edições Piaget.

Herbert Read, foi presidente da associação internacional de Educação pela Arte (INSEA) é um marco referencial com estudos no campo da arte, da sociologia e sobretudo da educação pela arte.


 
2 Qual a nossa visão?
Que todas as crianças tenham acesso a experiências que lhes promovam memórias felizes e que contribuam para o seu desenvolvimento humano. 
O Mundo só nos fará sorrir se as nossas crianças crescerem felizes e equilibradas. 
De mãos dadas com os amigos de cá e de lá, NORTE e SUL, assim somos mais fortes
 
3 Para quê e para quem? 
Para realizar actividades de complemento educacional junto de crianças e jovens em risco de exclusão social. _ODS 4_ODS 10_ODS 5*
 
4 Como? Os nossos valores.
A Missão Dimix move-se sob o lema da solidariedade, integridade, responsabilidade social, interculturalidade, afectividade e harmonia, defendendo os direitos das crianças.


“(…)Contribuir para a realização do educando, através do pleno desenvolvimento da personalidade, da formação do carácter e da cidadania, preparando-o para uma reflexão consciente sobre os valores espirituais, estéticos, morais, cívicos e proporcionando-lhe um equilibrado desenvolvimento físico.(…)”


Fonte: *4B) SOUSA, Alberto, 2017,  Educação pela Arte e Artes na Educação, Edições Piaget.


Através de workshops que transmitam competências práticas  às crianças e jovens. Actividades estas potenciadas por sessões de sensibilização para angariação de fundos para colmatar necessidades dos beneficiários._ODS 4_ODS 17*
 
5 Como Funciona? A nossa cultura.
As nossas práticas resultam da vontade de manter o respeito pelo meio social, pelos hábitos e costumes locais.
No trabalho comunitário e nas parcerias que estabelecemos, visamos reforçar a igualdade de género, a capacitação das crianças e jovens no seu crescimento e a cooperação com as mulheres e mães carenciadas, que são também, muito frequentemente, as chefes de família.
Abraçamos a Agenda 2030 de desenvolvimento sustentável da Organização das Nações Unidas como uma orientação, um instrumento de trabalho.
• http://www.unric.org/pt.


Funciona apresentando modelos de referência que possam ser modelos de inspiração, de diversas áreas que abrangem desde o desporto, ao teatro, às artes visuais, à ciência, ao ambiente e ao desenvolvimento sustentável partilhando actividades em regime extracurriculares, inspiradoras à dedicação para conseguirem  realizar os seus objectivos e que possam expandir a dimensão dos seus sonhos profissionais.
O grande objetivo é despertar e inspirar as crianças para um novo conjunto de oportunidades, de expressão pessoal e do foro profissional, descobrindo outras perspectivas para um futuro sorridente. Queremos ouvi-las, descobrir os seus sonhos, inspirar caminhos e ajudá-los a preparar um futuro melhor. Juntos, em MISSÃO DIMIX. _ODS 4 _ODS 13_ODS 14_ODS 15*


6 O que precisamos?
Procuramos parceiros para desenvolvermos sinergias que possam ajudar a tornar possível a continuação da realização das actividades. _ ODS 17*
+info:http://missaodimix.org/apoios


*ODS - Objectivos de Desenvolvimento Sustentável, agenda 2030 ONU.


Sobre

Onde?

Contexto nacional:
São Tomé e Príncipe é um pequeno estado insular localizado no Golfo da Guiné, composto por duas ilhas principais (ilha de São Tomé e ilha do Príncipe) e várias ilhotas de pequena dimensão desabitadas, que chegam a ser ocupadas temporariamente por pescadores em busca de melhores oportunidades de pesca, tendo apenas população o ilhéu das Rolas.
Como na maioria dos países africanos a população é bastante jovem, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística INE (2012), publicados no seguinte estudo:
Fonte: *3B) OIT – CPLP, 2012, Estudo sobre a aplicação das Convenções nº 138 e nª 182 da OIT e suas recomendações na legislação nacional dos países da CPLP, São Tomé e Príncipe.
- 44,7% da população é constituída por pessoas de idades compreendidas entre os 0 e os 14 anos de idade;
- 52,2% da população são pessoas com idades compreendidas entre 15 e 64 anos de idade;
- 3,2% da população corresponde a pessoas com mais de 65 anos.


Em São Tomé e Príncipe deparamo-nos com condições de vida muito críticas, que têm uma grande influência na saúde e bem-estar da criança, nomeadamente no que diz respeito  à falta de  saneamento básico, água potável e electricidade que provocam grandes constrangimentos à população e com consequências que levam à dificuldade na conservação dos alimentos, problemas de saúde, falta de produtividade, acesso a informação e pobreza generalizada.
Além de não haver saneamento básico há muitas habitações que nem latrina têm, o que faz com que defecar ao ar livre seja ainda muito comum no país, exponenciando as doenças que daí resultam. 


A situação delicada destas crianças é o resultado de um conjunto de problemas sociais tais como: violência doméstica; alcoolismo, desestruturação dos agregados familiares; ausência de informação materno-infantil; falta de motivação, objectivos e iniciativas, desemprego (Taxa de desemprego 13,9% - INE 2012, 59% das mulheres, muitas chefes de família).
 
O estudo relata que num país onde mais de 66,2% (INE 2010) da população vive abaixo da linha da pobreza, a incidência da pobreza é ainda mais elevada nas crianças, que “apresentam maior vulnerabilidade relativamente à situação da proteção social” do que os adultos. O estudo também indica que o nível de educação do chefe de família é o determinante mais fundamental da pobreza das crianças.
Podemos destacar três aspectos que devem ser urgentemente combatidos: a proteção das crianças contra a violência (que abrange abuso sexual, negligência, abandono e trabalho infantil), o saneamento e a área da nutrição.


São Tomé e Príncipe tem muito para revelar, numa dimensão que vai além das suas ilhas e ilhéus paradisíacos… é verde, húmido e fértil. Não tem ursos nem tigres, mas é lá que o Ursotigre quer realizar o sonho, de mãos dadas com os amigos, de cá e de lá.


Todos, juntos, queremos contribuir para o desenvolvimento dos Principezinhos de São Tomé e Príncipe pelo caminho da Educação pela Arte para o Desenvolvimento.

Sobre

Porquê?

Tudo começou com um encontro, numa viagem de férias a São Tomé em 2015. A Sónia conheceu o Dinix, um menino que a encantou, com o seu sorriso tímido, caminhando ao seu lado pelo ilhéu das Rolas. Desde então nada voltou a ser o mesmo. Este encontro foi verdadeiramente inspirador! Ficaram as saudades do seu olhar, mas também a vontade de levar cores e formas para ocupar o tempo livre dos meninos como ele. Foi este olhar que despertou tudo o que está na origem desta missão. De regresso a Lisboa, nas memórias da Sónia ficou não só o sorriso mas o nome do menino: Dimix. 

Quando mais tarde voltou a São Tomé para o reencontrar, apercebeu-se que afinal o nome do menino que a havia inspirado não era Dimix, mas sim Dinix! Mas uma vez que o nome da missão já havia sido designado decidiu-se manter o nome DIMIX. 



MISSÃO DIMIX

"Depois de um ano a magicar a Missão Dimix, no regresso a São Tomé fomos à procura do Dimix. Concluí que era Dinix!! Mudou de aldeia, mas como quem tem boca vai a Roma, e o nome do pai Eusébio não esqueci, lá o encontramos.  O pai contou-me com insatisfação que o Dinix deixou a escola, triste me deixou por já fazer parte dos números do abandono escolar que estudei. O Dinix voltou a frequentar a escola. Desejo-lhe um futuro promissor com boas amizades,  dedicação na escola e a ser criança!"


"Tu tornas-te eternamente responsável por aquilo que cativas." in "O Principezinho" de Antoine de Saint-Exupéry.


"Dedico esta frase ao menino Dinix que me inspirou a criar missão para dar as mãos os meninos do seu país." Sónia Pessoa


CONTEXTUALIZAÇÃO:  SER CRIANÇA EM SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE. OS DIREITOS DAS CRIANÇAS.

(Lusa, 14 de Setembro, 2018)

“São Tomé e Príncipe subiu uma posição e teve um índice de desenvolvimento humano (IDH) de 0,589 em 2017, segundo o relatório global do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), divulgado hoje.
O país insular está na posição 143 de 189, com um desenvolvimento considerado médio.

Para os cerca de 200 mil habitantes, a esperança média de vida à nascença é de 66,8 anos e a escolarização expectável é 12,5 anos, mas a população conclui uma média de 6,3 anos de escolaridade.

O PNUD destaca São Tomé e Príncipe como um dos países em que os professores estão menos preparados para ensinar às crianças. São Tomé e Príncipe é um dos quatro países do mundo em que menos de 30% dos professores recebem treino e preparação (27%).
São Tomé e Príncipe apresentou uma melhoria no Produto Interno Bruto de 1,6% entre 2016 e 2017, dando agora 3.053 dólares por habitante, um valor cinco vezes mais baixo do que a média mundial, que é de 15.439 dólares.

O IDH é dividido em três dimensões da vida humana: saúde (aliada a longevidade), qualidade de vida (medida em rendimento nacional bruto per capita) e educação, com dados recolhidos por agências nacionais e internacionais até 15 de Julho de 2018.

A edição deste ano destaca cinco aspetos de avaliação: qualidade do desenvolvimento humano, desigualdades de género, emancipação das mulheres, sustentabilidade ambiental (incluindo a qualidade ambiental como parte do desenvolvimento humano) e sustentabilidade socioeconómica.”

https://www.dn.pt/lusa/interio...


Ser Criança em São Tomé e Príncipe

A missão Dimix foca-se essencialmente nas crianças e jovens santomenses. Foi de facto, os inúmeros problemas sociais que despertaram a atenção e a vontade de intervir neste país.  
Os problemas percepcionados na nossa primeira visita vão de encontro aos reportados em alguns relatórios sobre o tema. 
Destacamos os seguintes factos, que podem ser consultados mais aprofundadamente no estudo *3B) OIT – CPLP, 2012, Estudo sobre a aplicação das Convenções nº 138 e nª 182 da OIT e suas recomendações na legislação nacional dos países da CPLP, São Tomé e Príncipe. 

• Escolaridade:
i. 96,4% das crianças inquiridas na amostragem já tinham tido algum contacto com a escola;
ii. 46,2% concluíu a 4ªclasse;
iii. 33,1% frequentaram a 5ª ou 6ª classe;
iv. 11% frequentaram da 7ª a 9ª classe;
v. 1% frequentaram 10ª, 11ª 12ª;
vi. 50,4% na data do estudo estavam a estudar, as razões apresentadas pelos restantes por não estarem na escola:
- falta de vontade; 24% falta de dinheiro; proibição familiar; falta de tempo; gravidez; ausência de documentos; escola distante e falta de meio de transporte.

- Nota: o estudo inquiriu crianças dos 6 aos 17 anos em grupos tais como, e com as seguintes incidências de trabalho infantil:
- 6 a 10 – 10,3%;
- 10 a 14 – 48,5%;
- 15 a 17 – 41,2%.


• Causas da prevalência do trabalho infantil em São Tomé e Príncipe:
i. Prática habitual não posta em questão;
ii. Necessidades económicas das famílias;
iii. Fenómeno mina-quiá );
iv. Desestruturação familiar, pai ausente, irresponsabilidade;
v. Baixo nível de aplicação legal e política;
vi. Elevada % de famílias pobres;
vii. Tolerância social;
viii. A figura da criança não é especialmente valorizada nem protegida;
ix. Fraqueza institucional nas instâncias administrativas e judiciais.

- O Ministério Público é uma das instâncias fundamentais para a defesa dos direitos da criança, mas nenhuma administração especializada neste domínio existe.


Fonte: *3B) OIT – CPLP, 2012, Estudo sobre a aplicação das Convenções nº 138 e nª 182 da OIT e suas recomendações na legislação nacional dos países da CPLP, São Tomé e Príncipe.


O mesmo estudo acima citado conclui que: 

i. O trabalho infantil prejudica o processo educativo das crianças, expondo-as a vários tipos de riscos e ocupa o seu tempo que podia ser utilizado para actividades positivas para o seu desenvolvimento como jogar, estudar ou fazer desporto;
ii. As crianças em São Tomé e Príncipe têm lacunas graves em cálculo e escrita, ligados à falta de assistência pré-escolar;
iii. O sistema educativo tem falta de mecanismos de acompanhamento e de recuperação das crianças que desejam abandonar a escola.


A Missão Dimix vê nestas conclusões uma lista de desafios e pontos de actuação que vão de encontro aos nossos objetivos. 


A promoção de atividades de educação não-formal na tentativa de retirar as crianças da rua, motivando-as sob o modelo de inspiração, a aposta da educação nas diversas áreas e o cuidado especial na área de educação da higiene pessoal vão, sem dúvida, de encontro às necessidades mais evidentes e de encontro aos pontos considerados em diversos estudos como os mais críticos:

- 30% das crianças de 15 anos frequentam a escola primária;

- 40% das crianças são empregadas em actividades económicas da família;

- 80% das crianças participam nos trabalhos penosos do agregado familiar (longas caminhadas para apanhar água que carregam até casa, lavar a roupa e louça no rio e ainda outras tarefas domésticas em casa como tomar conta dos irmãos ou outras).

- A irresponsabilidade parental e o bem estar das crianças:

• 46,2% moram com os dois pais;
• 12,7%  não vivem com nenhum dos dois, são entregues a familiares ou a vizinhos.


No que diz respeito à violência doméstica contra mulheres e crianças podemos apontar as seguintes causas directas tais como:
- prática pouco contestada socialmente;
- a violência contra as mulheres é causa da violência contra as crianças;
- o elevado consumo de álcool.

Tais causas são consequências de:
- desestructuração familiar e poligamia;
- taxa de dependência elevada;
- insuficiência da rede de proteção que não oferece às mulheres a possibilidade de saírem da situação de violência;
- ausência da lei integral sobre a infância e de tribunais especializados.


Crianças em situação de rua

Além dos inúmeros problemas indicados acima, existe ainda, um que merece especial atenção – Crianças em situação de rua. 
Designam-se por crianças em situação de rua, crianças que passam o dia sem qualquer supervisão parental. Estas crianças mantêm, em geral, a relação com a sua família e voltam a casa à noite, para dormir. 
Provém de famílias desestructuradas pela marginalidade, pelo alcoolismo e em situação económica precária. Foram ou estão inseridas no sistema escolar, mas dada a falta de eficiência interna e dos seus constrangimentos pessoais, acumulam anos de atraso e ou estão em risco de abandono escolar ou já abandonaram a escola.
A grande maioria das crianças que estão em situação de rua são objeto de violência e a sua família não consegue satisfazer as suas necessidades essenciais (alimentação). Algumas destas crianças fogem dos abusos que foram vitimas nas instituições de proteção.

Dados de 2015 revelados pela UNICEF, em São Tomé, identificam algumas fontes desse problema. Dos quais destacamos:
- Maus tratamentos, violências ou abusos graves.
- Capacidade das famílias em garantirem as necessidades essenciais (alimentação, medicamentos) das crianças.
- Necessidade dos rendimentos do trabalho das crianças, na sua família.

Esse mesmo estudo sugere algumas causas estruturais, que podem e devem ser alvo de atenção e melhoria. As que interessam destacar, pois vão de encontro a alguns dos objetivos da missão, são:

- Falta de eficiência interna do sistema educativo, insuficiência de alternativas formativas e de orientação profissional;
- Insuficiência de programas de apoio físico-social das famílias de origem para evitar a institucionalização;

Sem dúvida a existência de crianças de rua, é uma preocupação chave da Missão Dimix. A promoção de uma educação não formal, artística de inspiração e um foco na capacitação da mulher de São Tomé, vão claramente de encontro, a dois pontos estruturais fundamentais identificados pela UNICEF. 

Fonte: *5B) UNICEF, 2015, Análise da Situação das Crianças e das Mulheres em São Tomé e Príncipe.


Os Direitos das Crianças

“Todas as decisões relativas a crianças, adoptadas por instituições públicas ou privadas de protecção social, por tribunais, autoridades administrativas ou orgãos legislativos, terão primacialmente em conta o interesse superior da criança.”
Artigo 3 da Convenção sobre os Direitos da Criança da ONU. 1989


Tendo em conta a importância das tradições e valores culturais de cada povo para a protecção e desenvolvimento harmonioso da criança e reconhecendo a importância da cooperação internacional para a melhoria das suas condições de vida,  em todos os países, destacamos os direitos das crianças que têm como base e fundamento os direitos à liberdade, às actividades lúdicas e sociais e o dever de serem respeitados:

“1 - Direito à igualdade, sem distinção de raça, religião ou nacionalidade.

2 - Direito a especial proteção para o seu desenvolvimento físico, mental e social.

3 - Direito a um nome e a uma nacionalidade.

4 - Direito a alimentação, moradia e assistência médica adequadas para a criança e a mãe.

5 - Direito a educação e a cuidados especiais para a criança física ou mentalmente deficiente.

6 - Direito ao amor e à compreensão por parte dos pais e da sociedade.

7 - Direito a educação gratuita e ao lazer infantil.

8 - Direito a ser socorrido em primeiro lugar, em caso de catástrofes.

9 - Direito a ser protegido contra o abandono e a exploração no trabalho.

10 - Direito a crescer dentro de um espírito de solidariedade, compreensão, amizade e justiça entre os povos.”

Fonte: ONU


No que diz respeito à realidade de São Tomé e Príncipe, destacamos os seguintes direitos das crianças e deveres do estado:

- Opinião da criança - A criança tem o direito de exprimir livremente a sua opinião sobre questões que lhe digam respeito e de ver essa opinião tomada em consideração.

- Liberdade de expressão – A criança tem o direito de exprimir os seus pontos de vista, obter informações, dar a conhecer ideias e informações.

- Liberdade de pensamento - O Estado respeita o direito da criança à liberdade de pensamento, consciência e religião, no respeito pelo papel de orientação dos pais.

- Liberdade de associação - As crianças têm o direito de se reunir e de aderir ou formar associações.

- Protecção conta maus-tratos e negligência - O Estado deve proteger a criança contra todas as formas de maus-tratos por parte dos pais ou de outros responsáveis pelas crianças e estabelecer programas sociais para a prevenção dos abusos e para tratar as vítimas.

- Protecção da criança privada de ambiente familiar - O Estado tem a obrigação de assegurar protecção especial à criança privada do seu ambiente familiar e de zelar para que possa beneficiar de cuidados alternativos adequados ou colocação em instituições apropriadas. Todas as medidas relativas a esta obrigação deverão ter devidamente em conta a origem cultural da criança.

- Adopção - Em países em que a adopção é reconhecida ou permitida só poderá ser levada a cabo no interesse superior da criança, e quando estiverem reunidas todas as autorizações necessárias por parte das autoridades competentes, bem como todas as garantias necessárias.

- Crianças deficientes – A criança deficiente tem direito a cuidados especiais, educação e formação adequados que lhe permitam ter uma vida plena e decente, em condições de dignidade, e atingir o maior grau de autonomia e integração social possível.

- Saúde e serviços médicos - A criança tem direito a gozar do melhor estado de saúde possível e a beneficiar de serviços médicos. O Estado devem dar especial atenção aos cuidados de saúde primários e às medidas de prevenção, à educação em termos de saúde pública e à diminuição da mortalidade infantil. Neste sentido, o Estado deve encorajar a cooperação internacional e esforçar-se por assegurar que nenhuma criança seja privada do direito de acesso a serviços de saúde eficazes.

- Educação – A criança tem direito à educação e o Estado tem a obrigação de tornar o ensino primário obrigatório e gratuito, encorajar a organização de diferentes sistemas de ensino secundário acessíveis a todas as crianças e tornar o ensino superior acessível a todos, em função das capacidades de cada um. A disciplina escolar deve respeitar os direitos e a dignidade da criança. Para garantir o respeito por este direito, o Estado devem promover e encorajar a cooperação internacional.

- Objectivos da educação - A educação deve destinar-se a promover o desenvolvimento da personalidade da criança, dos seus dons e aptidões mentais e físicas, na medida das suas potencialidades. A Educação deve preparar a criança para uma vida adulta activa numa sociedade livre e inculcar o respeito pelos pais, pela sua identidade, pela sua língua e valores culturais, bem como pelas culturas e valores diferentes dos seus.

- Lazer, actividades recreativas e culturais – A criança tem direito ao repouso, a tempos livres e a participar em actividades culturais e artísticas.

- Trabalho das crianças - A criança tem o direito de ser protegida contra qualquer trabalho que ponha em perigo a sua saúde, a sua educação e/ou o seu desenvolvimento. O Estado deve fixar idades mínimas de admissão no emprego e regulamentar as condições de trabalho.


Fonte: *2B) UNICEF, 1990, A Convenção sobre os Direitos da Criança Adoptada pela Assembleia Geral das Nações Unidas.


Direito ao acesso à Educação:


“Etimologicamente, educar significa trazer de dentro para fora, como quem ajuda uma semente a tornar-se flor e fruto. Isso propriamente é “educar”: criar condições favoráveis a que uma planta produza segundo a sua semente. O antónimo de Educação não é Instrução, mas sim Amestragem. Educar é fazer que cada um se desenvolva em conformidade com a sua natureza. Amestrar é conseguir que o educando se adapte e se submeta a um Leviatã a que chamamos Estado, ou Igreja, ou Economia próspera ou outra qualquer abstracção que viva à custa dos homens.” (António Jose Saraiva, 1985).


Fonte: *4B) SOUSA, Alberto, 2017,  Educação pela Arte e Artes na Educação, Edições Piaget.


Medidas que a UNICEF recomenda para o cumprimento dos direitos das crianças:

“Impulsionar um processo de reflexão em torno da necessidade de progredir no desenvolvimento institucional em matéria de infância. A criação de um instituto ou de uma direção especializada em políticas públicas para a infância, com o mandato de coordenar a produção de políticas sociais, específicas para as crianças, (…) de fazer  o acompanhamento (…) necessidade urgente e incontornável.”


Fonte: *5B) UNICEF, 2015, Análise da Situação das Crianças e das Mulheres em São Tomé e Príncipe.


Compromissos internacionais de São Tomé em matéria de Direitos das Crianças

É  um dos Países do Mundo que ratificou menos tratados de Direitos Humanos (Escritório do Alto-Comissariado dos Direitos Humanos, 2015). Assim é recomendado ao governo e Parlamento que trabalhem conjuntamente com o Fundo das Nações Unidas para a Infância e outras organizações implicadas na defesa dos direitos das crianças na assinatura e ratificação de protocolos da convenção do Direitos das Crianças.



QUEM APOIAMOS:
Crianças e jovens em situação de exclusão ou vulnerabilidade.

Grupo Sem Barreiras, 8 jovens Surdos no desenvolvimento das suas competências através de actividades extracurriculares sob o mote proteção do meio ambiente através da educação pela arte.

Apoio individualizado, iniciado em 2019 com uma criança em dificuldades de prosseguir estudos, somos os encarregados de educação, prestamos apoio ao estudo e acompanhamento diário no seu desenvolvimento pessoal e social.


RESULTADOS ESPERADOS:

Cooperar na melhoria do desempenho e aproveitamento escolar das crianças e jovens através do reforço das competências potenciadas em oficinas de actividades lúdico-formativas a partilhar.


A Missão Dimix pretende apoiar as crianças e jovens respondendo aos desafios do presente, mas preparando a comunidade do futuro.



Entre outros resultados destacamos o caso do Dinix, o menino de 14 anos, com a 4ª classe que com o alerta da Missão Dimix regressou aos bancos da escola, menos uma criança a fazer parte das taxas de abandono escolar e trabalho infantil.
 
Conhecê-mo-lo em 2015, perguntámos entre outras coisas que classe frequentava, regressamos em 2016 para lhe agradecer a inspiração na criação de Associação Missão Dimix e saber como estava. Não teve coragem, mas o pai Eusébio contou à posteriori, via telefone, que já não frequentava a escola. Quando chegou à Arcar, em Março de 2017, com o ano lectivo já a decorrer há bastantes meses ficou acordado na escola que assistiria às aulas e no fim do ano faria exame para se aferir se passaria de ano. Passou na prova e finalmente em Setembro 2017 iniciou a 5º classe.

Actualmente, ano lectivo 2018/2019frequenta a 6ª classe,  a Missão Dimix é o seu encarregado de Educação.


Objectivos:
 
1 - Cooperação para o desenvolvimento no campo da educação não-formal;_ODS 4*
 
2 - Educação e sensibilização para o desenvolvimento sustentável;_ODS 4_ODS11*
 
3 - No futuro próximo continuar a estabelecer  parcerias e sinergias com entidades que desenvolvem acções para Desenvolvimento e Cooperação entre os Povos._ODS16_ODS17*


*ODS - Objectivos para Desenvolvimento Sustentável  - agenda 2030 ONU

Sobre

Como? Através da Arte!

EM QUE ACREDITAMOS
Fazer magia através das artes é o nosso mote.


Acreditamos que se crescerem com ferramentas tenderão para o desenvolvimento sustentável e serão empreenderores a conduzir os seus saberes.
Para isso vamos criar um modelo inspirador, que incite a sonhar e a trabalhar para que os seus objectivos se realizem.
Queremos dar-lhes ferramentas para que o produto dos seus saberes lhe proporcione um futuro risonho.


A Missão Dimix acredita que a arte promove oportunidades de auto-expressão, exteriorizando o mundo interior de cada um. São inúmeras as vantagens da educação artística, despertando naturezas criativas, independentemente desta visar a formação de profissionais das artes.
Desta forma, a arte apresenta-se como uma ferramenta que, a par de estimular o desenvolvimento da criatividade, cumpre objetivos educativos - a arte ao serviço do ensino -, potenciando o desenvolvimento da sensibilidade estética, imaginação, espontaneidade, contribuindo para formação cultural dos indivíduos.


O mundo só nos fará sorrir se as nossas crianças crescerem felizes e equilibradas. 


” A Educação pela arte é essencialmente um movimento de renovação, num sentido de se abandonar princípios pedagógicos rígidos e preconcebidos, para compreender as crianças nas suas emoções, nos seus desejos, nos seus interesses e na sua procura da felicidade, do modo cientificamente mais correcto e eficaz.”


Fonte: *4B) SOUSA, Alberto, 2017,  Educação pela Arte e Artes na Educação, Edições Piaget.


- as crianças e a criatividade no seu desenvolvimento:

“Estimular a criatividade será também provar à criança que se confia nela, nas suas possibilidades de realização, levando-a a descobrir que a criação é mais importante que a simples execução reprodutiva. Ela própria reparará que afinal a técnica é apenas um meio para dar forma à sua imaginação criativa.”


“Devemos encarar a criação como uma necessidade biológica da criança, tal como as outras suas necessidades (respirar, comer, movimento, etc.). A vida da criança é de constante desenvolvimento, inteiramente voltada para a construção de si, e, consequentemente, para a criação constante.
Criar é mais importante que contemplar a criação alheia. A criança prefere fazer do que assistir (e ela passa a vida a ser levada a assistir: às aulas, à TV, ao futebol …).”

“Criatividade não significa, porém, criação de obras. É uma atitude na vida, uma capacidade para dominar qualquer situação da existência.”


Fonte: *4B) SOUSA, Alberto, 2017,  Educação pela Arte e Artes na Educação, Edições Piaget.


- as crianças e o futuro do ambiente - Pequenos grandes líderes com super poderes:

É deveras importante desenvolver actividades ecologicamente orientadas para o desenvolvimento humano que não pode acontecer sem um planeta saudável.
Queremos incutir nas crianças e jovens a ideia de cidadãos capacitados, com capacidade de reflexão e hábeis para traçarem caminhos para um planeta mais seguro, ecológico e justo para todos.

A Educação pode e deve desempenhar um papel crucial na transformação necessária para sociedades ambientalmente mais sustentáveis. A Educação pode contribuir para o desenvolvimento de habilidades, conceitos e ferramentas que podem ser usadas para reduzir ou acabar com práticas não sustentáveis.

Se o comportamento humano gerou uma crise ambiental é urgente partilhar com as crianças e jovens uma aprendizagem para superar tal desastre.


- as crianças e o futuro de São Tomé e Príncipe:

“O idealismo e a criatividade da juventude são os recursos mais importantes que um país tem.”

Ban Ki-moon. 2010.

Acreditamos que o desenvolvimento de actividades que lhes permitam desenvolver ferramentas inter-relacionais, de sentido crítico e de desenvolvimento de hábitos de estudo, disciplina e respeito pelo meio ambiente são essenciais para a compreensão do que é o desenvolvimento sustentável fomentando o seu espirito livre e empreendedor.
Para isso estamos a desenvolver actividades, que incitem a sonhar e trabalhar para que os seus objectivos pessoais e colectivos se realizem e conduzam a um futuro risonho.

As crianças e jovens são os Homens de Amanhã, acreditamos no potencial natural e humano de São Tomé e Príncipe, assim como acreditamos que se as gerações mais jovens tiverem acesso a educação de qualidade, informação e actividades extracurriculares com as quais desenvolvam o seu potencial individual e colectivo terão as ferramentas para o desenvolvimento sustentável do seu pequeno e fértil país. A longo prazo, a educação terá relevante impacto no nível de riqueza no país.


“As crianças representam 44,9% da população de São Tomé, são portadoras de direitos específicos e sofrem da pobreza e de privações de uma maneira claramente diferenciada dos adultos. As crianças constituem um investimento estratégico para o desenvolvimento do País.”


Fonte: *5B) UNICEF, 2015, Análise da Situação das Crianças e das Mulheres em São Tomé e Príncipe.


O que defendemos:

- os direitos das crianças e a sua felicidade:

No que diz respeito ao direito à educação defendemos três objectivos gerais da educação:


1 Desenvolvimento da Personalidade: 

- as crianças são diferentes entre si, possuem personalidades e capacidades diferentes, necessitam de uma educação diferenciada, que se adapte às suas características e necessidades diferenciadas do desenvolvimento da personalidade de cada uma em particular.


2 Progresso Social: 

- não considerado como progresso da máquina social, mas das pessoas que vivem em sociedade.

“(…) a coesão de um grupo social será tanto maior quanto mais diferentes forem as personalidades dos indivíduos que o constituem e mais diversificada for a formação de cada um. A possibilidade de cada um poder escolher a sua educação em conformidade com as suas vocações, possibilitará personalidades e formações diferenciadas e, por conseguinte, sucederá um aumento do bem estar individual e, logo, um progresso social.”


Fonte: *4B) SOUSA, Alberto, 2017,  Educação pela Arte e Artes na Educação, Edições Piaget.


3 Participação Democrática na Vida Colectiva:

O termo democracia está intimamente ligado a conceitos tais como liberdade e igualdade, sendo este um dos objectivos gerais da educação, podemos pressupor o desenvolvimento de capacidades de cooperação, interajuda, fraternidade, altruísmo entre outros, que se opõem à competição, rivalidades e lutas que limitam as liberdades e fomentam as desigualdades.

“(…) A liberdade, nestas circunstâncias, passa pela liberdade que cada indivíduo deverá ter na escolha da sua vida educacional, sem quaisquer restrições ou limitações.”


Fonte: *4B) SOUSA, Alberto, 2017,  Educação pela Arte e Artes na Educação, Edições Piaget.


Defendemos também a importância da formação específica das crianças mais velhas, jovens que tenham interesse, como futuros monitores ou formadores. A formação é muito importante, pois não só os torna auto-suficientes, como lhes dá responsabilidade sobre a sua aldeia/comunidade. Uma criança com formação específica irá concerteza ser um adulto muito mais completo para poder ele transmitir a outras crianças (futuros adultos) o seu conhecimento,  importante também para enfrentar os desafios de uma cidadania activa.


A NOSSA INSPIRAÇÃO: 

1 - EDUCAÇÃO NÃO-FORMAL

“Educação não-formal qualquer actividade educativa organizada e sistemática, levada a cabo fora do quadro do sistema formal e com o fim de fornecer formas seleccionadas de educação a subgrupos específicos na população, tanto adultos como crianças”. Coombs & Ahmed, 1974

Escolas Krishnamurti.
“A escola é um lugar onde se aprende sobre a totalidade e a plenitude da vida. A excelência académica é absolutamente necessária, mas uma escola inclui muito mais do que isso. É um lugar onde tanto o professor quanto o aluno exploram, não só o mundo exterior, o mundo do conhecimento, mas também seu próprio pensamento, seu próprio comportamento.” J. Krishnamurti - Escolas Krishnamurti.

A educação foi sempre uma das principais preocupações de Krishnamurti. Ele achava que se os jovens e os velhos viessem a ser despertados do seu condicionamento de nacionalidade, religião, preconceitos, medos e desejos, o que inevitavelmente leva ao conflito, eles poderiam trazer para as suas vidas uma qualidade totalmente diferente. A sua preocupação encontrou expressão na criação de escolas na Índia e no estrangeiro.
Quando Krishnamurti falou às crianças, a sua linguagem foi clara e simples. Ele explorou com eles a sua relação com a natureza e de uns com os outros, e problemas psicológicos como o medo, a autoridade, a competição, o amor e a liberdade. Para ele, as escolas eram um meio no qual as grandes questões existenciais poderiam ser exploradas numa atmosfera de liberdade e responsabilidade.
As características mais evidentes desse espírito são compartilhadas por todos nos espaçosos campi de grande beleza natural das escolas, com uma relação amigável e atenciosa entre professores e alunos; dieta vegetariana simples e saudável; salas de estar austeras, mas confortáveis; salas de aula espaçosas e convidativas; bibliotecas e laboratórios bem equipados; uma estreita relação professor-aluno e professores altamente qualificados e motivados.


2 - DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE

"(…)as indústrias criativas têm a sua origem na criatividade, habilidade e talento individuais e potencial para a criação de rendimento e emprego por meio da geração e exploração da Propriedade Intelectual". 
DCMS (Department for Culture, Media and Sport), Governo Britânico.

As economias criativas têm vindo a demonstrar a capacidade de algumas sociedades resistirem às crises económicas, estimularem um espírito empreendedor na juventude e de se afirmarem como setor promissor para a valorização da cultura e para o crescimento dos países.
A cultura e a criatividade permitem construir meios de vida, mobilizando recursos acessíveis, acrescentar-lhes valor, gerando riqueza e, potenciando deste modo, a criação de condições de resiliência de algumas sociedades.

Para a acção que pretendemos desenvolver com as famílias e comunidades, em especial as mulheres, mães das crianças e jovens que apoiamos, foi uma grande inspiração ouvir o Professor Rogério Roque Amaro, durante um Seminário em São Tomé e Príncipe. Este levou-nos a investigar e descobrir outro de grande relevância para o desenvolvimento sustentável local ou comunitário, por nos identificarmos, consideramo-lo como um guia para a estratégia que pretendemos desenvolver e fortalecer durante o ano de 2019.

De forma muito sucinta, para o Professor Rogério Roque Amaro o “Desenvolvimento” é um dos conceitos mais importantes pois procura o bem estar, o progresso e a felicidade das pessoas, ou seja, tem a ver com a vida das pessoas, as suas condições de vida e os seus sonhos. Conceito este, que está associado á utopia, ao desejo de futuro, de mudança e de melhoria individual e colectivo, deveria ser o eixo central da acção de todos os governantes.
O desenvolvimento é um conceito de grandes potencialidades interdisciplinares,  enumeramos algumas tais como:
- economia;
- educação;
- saúde;
- cultura;
- ambiente;
- regulamentação política, histórica, leis;
- acção social.

Critérios de concepção de Desenvolvimento:

Tal como o professor,  quanto ao sector mais importante do Desenvolvimento, acreditamos que deve ser considerado como processo integrado conjugando as componentes económica, social, educacional, cultural, ambiental e política pelo menos.

Quanto aos protagonistas do processo de Desenvolvimento a perspectiva mais interessante é a de que, em parceria entre comunidades locais, organizações da sociedade civil, empresas, estado e ONG’s, de forma que todos tenham igual dignidade e importância. 
-  As empresas devem participar numa perspectiva de responsabilidade social, e não com interesses meramente económicos. 
- As autarquias locais devem estar mobilizadas pois estão mais próximas das comunidades, estão ligadas ao seu futuro e bem estar.
-  As comunidades devem participar em todos os processos ou fases, tais como:
- discussão e definição dos projectos;
- no seu planeamento;
- na sua avaliação.
Para concluir esta perspectiva defende os direitos humanos, da dignidade, da cidadania e da participação activa das comunidades.

No que diz respeito às relações com a natureza e a biodiversidade a Natureza é vista como uma companheira de casa e de futuros comuns. A visão integrada em que os nossos companheiros da casa comum, os animais, as plantas e os elementos inertes são tão importantes como nós, sendo tão importante a nossa continuidade, como a deles e não apenas a deles para a nossa, mas a deles em iguais condições à nossa. Esta perspectiva implica o conceito de Democracia Ecológica, participação e empoderamento aplicado aos animais, às plantas e aos elementos inertes.

Quanto à sustentabilidade e continuidade dos processos de Desenvolvimento a perspectiva ecocêntrica, onde o que interessa é a sustentabilidade integrada e conjugada de forma a que todos os seres vivos, todas as componentes da natureza e do planeta onde vivemos têm igual importância.


3 - ECONOMIA SOLIDÁRIA 

O professor Rogério Roque Amaro, responsável pelo centro de Estudos de Economia Solidária do Atlântico (Países da Macaronésia, ou seja, Madeira, Açores, Cabo Verde e Canárias), define o conceito de economia solidária, não no sentido social, mas no sentido da solidariedade com a vida, o reencontro com a vida na sua multidimensionalidade. Conceito este muito próximo do conceito de sustentabilidade, uma vez que existe uma relação, coerência e interacção.


Referimos de seguida os 8 pilares da Economia Solidária, por ele considerados, e por nós tomados como inspiração e guia do desenvolvimento das acções com as mulheres e suas comunidades.
1. É um projecto económico porque:
a. Cria emprego;
b. Distribui rendimento;
c. Satisfaz consumos;
d. Gera poupanças;
e. Estimula investimentos.
É uma economia mais rica que as outras, produz e vende os seus produtos, é uma economia de dádiva que não se limita a donativos e voluntariado, mas está ancorada na cultura mais tradicional, é ainda uma economia de reciprocidade, da entre-ajuda, da vizinhança e da comunidade. A economia solidária recupera esta ideia de projecto económico.


2. É um projecto social que tem como objectivo principal responder aos problemas sociais das suas comunidades:
a. Dando emprego aos mais desfavorecidos;
b. Promovendo igualdade de oportunidades;
c. Criando condições de dignidade de trabalho.


3. É um projecto ambiental, ou seja, uma economia que tenta ter outra visão ambiental, através de:
a. Opções energéticas que faz;
b. Compra ou utilização de matérias primas segundo o modo de produção biológico;
c. Maneira como recicla os materiais e faz o tratamento dos lixos;
d. Propostas de relacionamento com a natureza;
e. Do turismo ecológico que promove no seu interior.


4. É um projecto cultural, ou seja, a cultura não é para ser destruída em nome de uma uniformização económica, mas é para ser recuperada nos seus valores, identidades e tradições como trunfo económico, por exemplo através:
a. Dos saberes gastronómicos;
b. Das festas comunitárias;
c. Do artesanato;
d. Da interacção com a comunidade.


5. É um projecto territorial, ou seja é uma economia que está enraizada num território e promove uma relação privilegiada com a comunidade , valorizando:
a. A contratação de pessoas locais;
b. A compra de produtos locais;
c. A relação com os eventos e as culturas.


6. É um projecto de gestão, mobiliza novos conceitos de gestão profissionalizante eficiente. Não pretende ser como a antecessora, a economia social, de gestão “porreirista”.


7. É um projecto de conhecimento, uma economia que pretende gerar conhecimento novo no seu conceito.


8. É uma economia que tem um projecto político, que significa duas coisas:
a. Democracia interna – as decisões são tomadas no seio das organizações em democracia;
b. Projecto político externo – colabora com outras instituições, como por exemplo o Estado e empresas, na resolução dos problemas da sociedade.


Estratégias facilitadoras dos 8 pilares da Economia Solidária identificadas pelo professor Rogério Amaro Roque:
- A importância da partilha e da informação sobre os problemas de desenvolvimento;
- A importância de haver processos de formação que envolvam as comunidades e todos os intervenientes;
- A importância de estabelecer parcerias sistemáticas com igualdade de condicionamentos face ao desenvolvimento;
- A importância de prosseguir o envolvimento das comunidades, mesmo que de início seja difícil face a sua tendência para a facilidade e a inércia;
- A importância decisiva para o desenvolvimento de São Tomé e Príncipe do aprofundamento da Democracia.


- Objectivos de Desenvolvimento Sustentável, ODS 4, interligação e sinergia entre ODS:

Abraçamos os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável da agenda 2030 das Nações Unidas em específico o ODS 4 Educação de Qualidade para todos e oportunidades de aprendizagem ao longo da vida.
Para uma acção eficiente e eficaz é essencial interligar e criar sinergias entre os diferentes ODS a nível nacional, regional e internacional.

Fonte: *1B) UNESCO, 2016, Educação para as pessoas e para o planeta: criar futuros sustentáveis para todos.


O NOSSO CAMINHO
Esta iniciativa, de cariz educativo, social e cultural, propõe-se atuar através de um programa de diversas atividades, focadas no pensamento e desenvolvimento artístico, com o intuito de proporcionar a todos um conjunto de experiências, que despertem a sua natureza criativa. Pretendemos assim contribuir para o desenvolvimento harmonioso das personalidades destas crianças e jovens, criando novas perspetivas sociais, culturais e profissionais exponenciando a sua interação com o mundo.


A arte, pelas suas potencialidades integradoras, proporciona ao ser humano a oportunidade de desenvolver competências a longo prazo, sejam elas cognitivas (aprender a conhecer), sociais (aprender a conviver), produtivas (aprender a fazer) ou pessoais (aprender a ser), pois, há uma experiência estética viva, que favorece a inter e transdisciplinaridade, seja como disciplina numa instituição de ensino ou como tema/método numa ação transversal. (Wendell, 2010)


Após o drama da Segunda Guerra Mundial Herbert Read retoma o conceito da educação pela arte, na tentativa de aproximar a formação dos indivíduos dos ideais da paz e contribuir para a reconstrução da humanidade. Para Read, todas as faculdades de pensamento, lógica, memória, sensibilidade e intelecto, estão envolvidas nos processos artísticos e nenhum aspeto da educação fica excluído desse fenómeno.


Ele defende que a arte deveria fazer parte do ensino de forma permanente, pois tanto a educação como a arte deveriam ter como finalidade a preservação do indivíduo como ser total e das suas capacidades mentais para que, quando fosse adulto, conservasse a “unidade da consciência que é a única fonte de harmonia social e de felicidade individual”.





OBJECTIVOS


Todas as crianças deviam ter memórias coloridas da infância, tomámos a iniciativa de desenhar a Missão Dimix através de uma conciliação de ideias e vontades, para concretizar um projeto que possa contribuir para o desenvolvimento sustentável de crianças e jovens em risco de exclusão social. Com elas queremos aprender o segredo do seu sorriso para crescermos de mãos dadas.


Defendemos a importância da formação específica das crianças mais velhas, que tenham interesse, como futuros monitores ou formadores. A formação é muito importante. Pois não só os torna auto-suficientes, como lhes dá responsabilidade sobre a sua aldeia/comunidade. Uma criança com formação específica irá concerteza ser um adulto muito mais completo para poder ele transmitir a outras crianças (futuros adultos) o seu conhecimento. Conhecimento é importante para enfrentar os desafios de uma cidadania activa. 


Queremos cativá-los de maneira que queiram continuar o trabalho a que a Missão Dimix se propõe. Assim, num futuro próximo, serão eles os responsáveis por partilhar os seus conhecimentos a outros, inspirar e apoiar outras meninas e meninos para poderem sorrir ainda mais. 


As pequenas missões deverão ter objetivos simples de preenchimento de necessidades imediatas livros, vestuário, calçado, equipamento desportivo, bolas de futebol, filmes, jogos... As grandes missões, os workshops, serão de versão artística a par de uma componente de formação, em consequência de desafios que serão lançados a músicos, desportistas, atores, artesãos, psicólogos, agricultores entre outras personalidades em representação das suas respetivas profissões. 


DESAFIOS E OBJECTIVOS ESTRATÉGICOS - Sob o mote escolhido para 2019:

PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE

A Associação Missão Dimix pretende implementar, desenvolver e orientar oficinas de reutilização de materiais disponíveis – resíduos – que possibilitam o desenvolvimento comunitário. Os resíduos como fonte de rendimento, através de trabalhos artesanais construídos com a utilização de desperdícios e de materiais da natureza, gerando emprego, valorização e preservação dos saberes tradicionais inovando e contribuindo para a melhoria das condições de vida.


OBJETIVOS MISSÃO DIMIX EM SÃO TOMÉ E PRINCIPE 2019

A par dos objetivos enquanto organização, queremos manter o foco e continuar a desenvolver as nossas atividades junto das crianças e dos jovens santomenses, mesmo ainda não tendo o nosso espaço físico.
Os nossos objetivos estratégicos para missão 2019 no terreno são:

1. Crianças e a Proteção Meio Ambiente

• Promover o desenvolvimento enquanto indivíduos e enquanto grupo, das crianças e jovens santomenses com foco na sensibilização para as questões ambientais.

• Promover atividades especificas de reciclagem de plástico conjugados com criação artística através da utilização de máquinas de reciclagem oferecidas à Missão Dimix pelo nossos parceiro Boom Festival.

• Dar continuidade à concretização das missões no terreno, com voluntários de diferentes áreas, para inspirar as crianças e os jovens sob o tema Proteção do meio Ambiente adaptado às suas respetivas áreas;

• Dar continuidade ao estudo acompanhado e ao incutir de gosto pela leitura.


2. Empoderamento das Mulheres - Empreendedorismo

• Empoderamento das mulheres, sobretudo as mães, como principal meio para melhorar o ambiente social e educacional da CRIANÇAS.

• Promover Empreendedorismo Feminino. Pretendemos trabalhar na criação de iniciativas de economia solidária criativa tais como pequenos negócios amigos do ambiente, geradores de renda e emprego a terceiros para superar o fraco rendimento do agregado familiar, tendo forma de garantir a escolaridade dos filhos menores.
Através da partilha de saberes com mulheres, mães, chefes de família para as capacitar e ajudar a diversificar os produtos que produzem artesanalmente.

Com o objetivo de redução da taxa de desemprego, em especial das mulheres e sendo a redução da pobreza das famílias um factor chave para o bem-estar das crianças,

Ao apoiar as mulheres a diversificarem e aumentarem a sua renda melhorando assim as suas condições de vida, de forma a potenciarem a educação de qualidade aos seus filhos - ao apoiarmos as mulheres estamos a apoiar as suas crianças e o futuro da comunidade;
Recordando a Convenção dos Direitos das Crianças e tendo em conta a família como elemento natural e fundamental da sociedade e meio natural para o crescimento e bem-estar de todos os seus membros, em particular das crianças, deve receber protecção, assistência e oportunidades necessárias para desempenhar plenamente o seu papel na comunidade.


• Objetivo final:
Famílias mais prósperas têm possibilidades para proporcionar desenvolvimento harmonioso das crianças, sua personalidade e crescimento em ambiente familiar, clima de felicidade, amor e compreensão reduzindo o número de crianças em situação de rua e institucionalizadas.


OBJETIVOS ENQUANTO ONGD PARA 2019

Durante o ano de 2018 e desde o início da missão que todas as atividades realizadas no terreno foram desenvolvidas nas instalações de instituições e em alguns locais cedidos por amigos e pessoas que nos apoiam e partilham da nossa visão, a quem estamos muito agradecidos.


Então para 2019 temos os seguintes objetivos estratégicos:

3. Construção Espaço Próprio – Cooperativa DIMIX 


1. Criar cooperativa inclusiva, com condições para a concepção de projectos orientados para o desenvolvimento através da criação de emprego decente, empreendedorismo, criatividade, inovação, respeito pelo meio ambiente e consumos sustentáveis.

2. Com um espaço físico, é mais fácil receber as crianças, planear atividades, receber novos voluntários, dinamizar workshops, adquirir e guardar o material necessário para a realização das mesmas.
3. Um espaço físico permite também a calendarização de forma atempada e programação do espaço, por forma a receber voluntários vindos de Portugal ou outros países com um planeamento mais assertivo.
4. Realização de Oficinas comunitárias para desenvolvimento de grupos de trabalho de criação de ECO-DESIGN/ARTESANATO.
5. Cooperativa de artesanato - trabalhos manuais, tais como tricot, crochet, bordados, cestaria, marcenaria e muitas outras técnicas da terra.

4 .Crescimento Organização 

O crescimento da organização, passa por dar continuidade a alguns do pontos em que trabalhamos durante 2018. Em resumo, vamos focar nas áreas:
• Apostar na divulgação em Portugal e mundo da missão Dimix através da redes sociais, jornais, revistas, etc;

• Angariação de novos sócios com vista a poder ter um fundo maneio que permita adquirir o material e logística necessária para as missões no terreno;

• Procura de parceiros que partilhem a mesma visão que nós e possam de alguma forma representar um valor acrescentado nos objetivos a que nos propomos;

• Angariação e mobilização de novos voluntários, das mais variadas áreas, para se deslocarem a São Tomé e realizarem nas suas áreas de excelência capacitação assim como apoio escolar às crianças;

• Implementação dos Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável com as nossas ações em parceria com organizações no terreno;

• Continuar a procurar estabelecer intercâmbios, parcerias, alianças, relações estratégicas de qualidade e em consonância de valores com escolas, instituições, ONGD, autarquias locais e empresas.


CONCLUSÃO: 

EM RESUMO O NOSSO ANO DE 2019 ASSENTA SOBRE 4 PONTOS ESTRATÉGICOS.

1. Crianças e a Proteção Meio Ambiente
2. Empoderamento das Mulheres - Empreendedorismo
3. Construção Espaço Próprio – Cooperativa DIMIX
4. Crescimento da Organização

- Em 2019 o foco é continuar a desenvolver as actividades de ocupação de tempo-livre pelo caminho da Educação pela Arte para o Desenvolvimento despertando a consciência ambiental, assim como a prestação do apoio ao estudo, em especial da leitura, que é identificada em diferentes estudos como uma grande dificuldade para crianças ou jovens e de uma grande importância para o seu sucesso nas diferentes áreas de estudo, assim como na sua comunicação e posição cívica activa em sociedade.

- O estabelecimento  de novas e reforço de parcerias já em curso é essencial para uma intervenção eficaz. A união de esforços e ideias torna as acções mais fortes encarando os problemas como um todo. Quanto menos dispersa a acção de cada organização melhores serão os resultados obtidos nas comunidades, ainda que cada uma actue para um problema específico, interligando-as segundo uma visão global de resolução de problemáticas relacionadas entre si. A criação destas sinergias tem ainda a vantagem de melhor gestão de recursos humanos e materiais.

- Além das actividades com crianças e jovens em situação de vulnerabilidade  é urgente promovermos mais iniciativas com mulheres que na maioria das comunidades africanas são as chefes de família. São Tomé e Príncipe não é excepção, este fenómeno explica-se pela desestructuração dos agregados familiares, homens com várias famílias que em consequência de desentendimentos  leva as crianças a ficarem a cargo das mulheres.

- Os dados indicam que as crianças são as principais vítimas da pobreza monetária em São Tomé e Príncipe. Acreditamos que se promovermos a capacitação de mulheres, e criarmos uma cooperativa em que juntos desenvolvemos linhas de produtos artesanais com materiais da terra apoiaremos ainda que de forma indirecta as crianças, pois as suas mães terão forma de sustento alternativa.

- Ao desenvolvermos economia solidária e criativa com estas mulheres estamos a dar as mãos aos Principezinhos de São Tomé e Príncipe e a evitar a probabilidade do aumento do número de crianças institucionalizadas.

- O Planeta, as Pessoas, a Paz, a Prosperidade, os lugares, sua biodiversidade natural e as parcerias serão inspiração para cooperarmos no desenvolvimento sustentável, na erradicação da pobreza no país, a partir da base da sua pirâmide demográfica – as crianças sem esquecer as mulheres.

Será certamente um ano de muitos desafios e aprendizagens para conseguirmos alcançar os nossos objectivos, com o foco nas Crianças e no futuro do Planeta sabemos que os passos que damos agora serão o futuro de amanhã.



Objetivos Missão Dimix no terreno em  2018:


• Promover actividades lúdico-formativas e de apoio ao estudo para crianças e jovens em situação de risco ou vulnerabilidade, durante os períodos lectivos;

• Promover no período de férias, um leque de outras atividades mais livres e diversificadas;

• Fomentar práticas artísticas individuais e de grupo, para compreensão das linguagens, estimulação da criatividade e apoio à ocupação criativa de tempos livres;

• Cooperar no desenvolvimento da educação extracurricular; 

• Educar e sensibilizar para o desenvolvimento sustentável; 

• Educar e sensibilizar para a higiene pessoal;

• Conseguir, com voluntários, realizar os pontos acima descritos junto do maior número de crianças, tanto quanto nos for possível.

• Realização de workshops específicos em áreas diversas. Nomeadamente:


Actividades em desenvolvimento – Corpo, Mente e Espírito: 

o - Oficinas de trabalhos manuais;
o - Oficinas de artes plásticas;
o - Oficinas de educação ambiental através das artes e técnicas de reciclagem de plástico, papel entre outros resíduos;
o - Oficinas de tricot como técnica de reciclagem;
o - Oficinas de saúde e desenvolvimento pessoal;
o - Oficinas de expressão escrita e oral;
o - Oficinas de fotografia;
o - Oficinas de dança e música;
o - Visitas de estudo;
o Laboratório de Ciência;
o Olimpíadas da Matemática;
o Treinos Desportivos.


• assim como a capacitação dos jovens como futuros monitores destas iniciativas.


Em resumo, cooperarção na melhoria do desempenho e aproveitamento escolar das crianças e jovens através do reforço das competências potenciadas em actividades lúdico-formativas, palestras, sessões de apoio ao estudo.


“ (…) Mais importante do que aprender, conhecer, e saber; é o vivenciar, descobrir, criar, e sentir. (…)”


Fonte: *4B) SOUSA, Alberto, 2017,  Educação pela Arte e Artes na Educação, Edições Piaget.


Em termos concretos, Actividades em desenvolvimento: corpo, mente e espírito:


“(…) uma educação englobando todos os modos de expressão individual: musical, dançada, dramática, plástica, verbal, literária e poética. Uma educação estética em que se realize, no seu pleno sentido, a relação harmoniosa do ser humano com o mundo exterior, para se poder chegar a construir uma personalidade integrada, ou seja, ligada a situações e a valores que obrigam o indivíduo a tomar com independência as suas próprias resoluções.”


Fonte: *4B) SOUSA, Alberto, 2017,  Educação pela Arte e Artes na Educação, Edições Piaget.


“O fim geral da educação é fazer um membro  útil e feliz na sociedade. O objectivo da educação é formar o corpo, o coração e o espírito do educando” (A. Garret, 1829)



O objetivo é despertar e inspirar as crianças para um conjunto de oportunidades, de expressão pessoal e do foro profissional, descobrindo outras perspetivas para um futuro sorridente. Queremos ouvi-las, descobrir os seus sonhos, inspirar caminhos e ajudá-los a preparar um futuro melhor. Estamos juntos, em MISSÃO DIMIX.

Equipa

Com Quem?

TODOS JUNTOS SOMOS MAIS FORTES

O Dinix iluminou o caminho da Sónia Pessoa de tal forma que lhe deu asas para realizar um sonho antigo - criar com um grupo de amigos, com um projeto consistente e genuíno, que pudesse verdadeiramente apoiar crianças em situação de vulnerabilidade através da arte.


O Ursotigre sonhava em juntar amigos que fazem coisas bonitas especialmente em áreas artísticas, mas também na área da saúde, da ecologia e do desenvolvimento pessoal. 


A Missão Dimix nasce do desafio lançado a um universo de mentes criativas e artísticas que entre cá e lá, Hemisfério Norte e Hemisfério Sul, unidas por uma causa, se movem para criar um projeto de partilha e interação, com as crianças e jovens Santomenses. 


Agora, está finalmente a dar asas ao seu sonho...

Adriana Montes

Designer

Alexandre Papin

Line producer

Ana Fernandes

Hairstylist

Ana Süzel

Jornalista

André Pimpão

Programador web

Bernardo Marques

Barman

Bruno Pereira

Designer. Director criativo. Artista. Músico.

Carlos Fofi Cipriano

Art Director

Carlos M. Pereira

Humorista

Carlos Müller

Reformado

Catarina Pedroso

Makeup artist. Managing Partner.Footwear Design Student.

Cristiana Fernandes

Advogada

Cristiana Mancellos

Higienista oral

Cristiano Câmara

Diversos

David Tutti dos Reis

Film maker/ visual artist

Fabiana Capra

Modelo. Estudante de relações internacionais.

Fred Mancellos

Designer

Frederico Miranda

Realizador

Hugo Alves

Editor de video

Hugo Bastos

Gestor

Hugo José

Fotógrafo

Inês Sena

Office manager.

Joana Tomás

Fotógrafa

João Santos

Arquitecto

Lúcia Azevedo

...

Maria Palha

Psicologa médicos sem fronteiras. Consultora de programas com impacto social

Marta Cruz

Curadora independente

Mauro Lopes

Manequim

Miguel Angelo Fernandes

Gestor

Miguel Diogo

Gestão do lazer e animação turística - Estudante

Nuno Lobo

Produtor

Nuno Simões

UX & UI Creative Director

Paulo Furtado

Músico

Pedro Mendonça

Manager. Produtor

Pedro Nóbrega

Fotógrafo

Priscila Vasconcelos

Digital designer

Richard F. Coelho

Realizador. Criativo.

Rita Estanislau

Empresária de Hotelaria . Designer de interiores.

Rita Nóbrega

Psicóloga

Rita Vian

Produtora. Jornalista.

Sandro Martins

Actor

Sofia Aparício

Actriz

Sónia Pessoa

Ursotigre & make-up artist

Tamara Alves

Artista urbana

Tânia Almeida

Stylist assistant

Telmo Vicente

Realizador

“Tu tornas-te eternamente responsável por aquilo que cativas.”