Sobre

Missão Dimix: it's possible!

A ASSOCIAÇÃO MISSÃO DIMIX é uma associação sem fins lucrativos, que nasceu em 2016 a partir do desafio de Sónia Pessoa (Ursotigre) aos seus amigos, unidos por uma causa para criar um projeto de partilha e juntos darem as mãos  a crianças e jovens, às Principezinhas e aos Príncipezinhos de São Tomé e Príncipe


Desde 2017 a associação tem o estatuto de Organização Não Governamental para o Desenvolvimento (ONGD).


A Missão Dimix, tem por objeto a promoção e defesa dos Direitos Humanos, especialmente das crianças, jovens, adultos e idosos, pertencentes a classes sociais mais isoladas, apoio ao desenvolvimento nas áreas da Educação, Saúde, Igualdade, Desenvolvimento, Habitação, Alimentação, Higiene e Solidariedade. A promoção da cultura, ensino e divulgação de actividades artísticas num contexto socialmente em desvantagem, através de várias iniciativas e eventos, tais como, acções de informação, educação, comunicação e de responsabilidade social que envolvam a organização e participação em palestras, sessões de esclarecimento e de informação e recolha e angariação de fundos ou de bens. 


MISSÃO DIMIX: em seis questões.

1 O QUE É / 2 VISÃO / 3 PARA QUÊ E PARA QUEM / 4 COMO / 5 COMO FUNCIONA / 6 DESAFIO /
 
1 O que é a nossa missão ?

Missão de cooperação que se

dedica à implementação e realização de actividades de partilha e aprendizagem de forma lúdica e criativa no caminho da educação pela arte com crianças e jovens de comunidades rurais e costeiras, maioritariamente isoladas.

A nossa missão é potenciar o poder da educação, da aprendizagem e dos talentos de crianças e jovens.

Acreditamos que é possível partilhar educação num “espaço” onde as crianças podem “ser crianças” e onde são a grande inspiração para a criação de metodologias de aprendizagem cativantes. Os “ingredientes mágicos” são: a amizade, a terra, as cores, os animais, as plantas, o desenho, os jogos, as letras, os números, a leitura, a construção e o desenvolvimento como ser humano, através do aprender brincando, experimentando saberes e fazeres.
É através da observação e do entendimento dos seus talentos que as guiamos a descobrirem outros saberes importantes para a sua educação.  Assim, nasceu o encanto pela leitura, através do seu gosto pelo desenho - pedagogia - “leitura desenhada” - as crianças são a chave para o desenvolvimento de pedagogias onde se aprende com alegria.


A nossa Associação, MISSÃO DIMIX, pretende ser uma referência na educação não-formal, contribuíndo através de princípios éticos de transparência, justiça e equidade social na aprendizagem continua, valorizando e estimulando os talentos de cada um, potenciando o futuro através do presente,

despertando-os para o respeito pelo meio ambiente, assim como para o desenvolvimento da comunidade.


“Como metodologia de uma educação pela arte, H. Read propõe a expressão livre, o jogo, a espontaneidade, a inspiração e a criação, ou seja, que numa educação em que a base seja a arte, esta deverá ser proporcionada à criança sob a forma lúdica-expressiva-criativa, de modo livre, num clima que proporcione a inspiração, motive a expressão dos sentimentos e estimule a criatividade”


Fonte: SOUSA, Alberto, 2017,  Educação pela Arte e Artes na Educação, Edições Piaget.

Herbert Read, foi presidente da associação internacional de Educação pela Arte (INSEA) é um marco referencial com estudos no campo da arte, da sociologia e sobretudo da educação pela arte.


2 Qual a nossa visão?
Que todas as crianças tenham acesso a experiências que lhes promovam memórias felizes da infância e que contribuam para o seu desenvolvimento humano. 
O Mundo só nos fará sorrir se as nossas crianças crescerem felizes e equilibradas


3 Para quê e para quem? 
Para proporcionar actividades de ocupação de tempos livres com crianças e jovens. 

_ODS 4_ODS 10_ODS 5*
 
4 Como? Os nossos valores.
A Missão Dimix move-se sob o lema da solidariedade, integridade, responsabilidade social, interculturalidade, afectividade e harmonia, defendendo os direitos das crianças.


“(…)Contribuir para a realização do educando, através do pleno desenvolvimento da personalidade, da formação do carácter e da cidadania, preparando-o para uma reflexão consciente sobre os valores espirituais, estéticos, morais, cívicos e proporcionando-lhe um equilibrado desenvolvimento físico.(…)”


Fonte: SOUSA, Alberto, 2017,  Educação pela Arte e Artes na Educação, Edições Piaget.


Acreditamos no poder da educação e do sonho para o desenvolvimento de comunidades onde pessoas, animais e ambiente se relacionam em harmonia.


A dedicação e o comprometimento é essencial para o êxito da missão e visão. Investir na aprendizagem permanente é o caminho para criar oportunidades e estratégias pedagógicas de construção de comunidades educativas sustentáveis onde a educação ambiental e cívica é um dos pilares importantes de união e participação de todos.


A sustentabilidade humana das actividades ou seja a apropriação é desenvolvida naturalmente, os jovens descobrem os seus talentos, contribuíndo para o seu desenvolvimento pessoal e capacitam-se nas suas escolhas dentro da comunidade de aprendizagem e nas suas escolhas profissionais.


É um desafio permanente, mas juntos em comunidade com amizade, humildade, optimismo, responsabilidade, ética, liberdade, flexibilidade e tolerância, estamos em permanente evolução, com vontade de fazer e aprender uns com os outros para o bem de todos, pessoas, animais e ambiente.

_ODS 4_ODS 17*

 
5 Como Funciona? A nossa cultura.
As nossas práticas resultam da vontade de manter o respeito pelo meio social, pelos hábitos e costumes locais.
No trabalho comunitário e nas parcerias que estabelecemos, visamos reforçar a igualdade de género, a capacitação das crianças e jovens no seu crescimento e a cooperação com as mulheres e mães, que são frequentemente chefes de família.


Abraçamos a Agenda 2030 de desenvolvimento sustentável da Organização das Nações Unidas como uma orientação, um instrumento de trabalho.
• http://www.unric.org/pt.


Funciona através de partilha de actividades que transmitam competências inspiradoras de diversas áreas que abrangem desde o desporto, ao teatro, às artes visuais, à ciência, à agricultura, ao ambiente e ao desenvolvimento sustentável partilhando actividades em regime extracurricular.


O grande objetivo é despertar e inspirar as crianças para um conjunto de oportunidades, de expressão pessoal e do foro profissional, descobrindo caminhos para um futuro sorridente. 


Queremos ouvi-las, descobrir os seus sonhos,

inspirar caminhos, caminhar juntos no presente e vê-los a voar no futuro. 

_ODS 4 _ODS 13_ODS 14_ODS 15*


6 O Desafio?
Procuramos parceiros para desenvolvermos sinergias que possam apoiar-nos a tornar possível a continuação da realização das actividades  

com crianças e jovens de São Tomé e Príncipe.

_ ODS 17*
+info:https://missaodimix.org/ajudar


*ODS - Objectivos de Desenvolvimento Sustentável, agenda 2030 ONU.


Sobre

Onde?

Contextualização  - São Tomé e Príncipe


O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) – avaliado em três dimensões da vida humana (saúde, qualidade de vida e educação) – apurado anualmente pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD, 2019), mostra que, apesar do progresso sem precedentes contra pobreza, fome e doenças, muitas sociedades continuam com sérios desafios a serem ultrapassados. Todas estas têm uma falha em comum: as desigualdades sociais e económicas. Em 2019, São Tomé e Príncipe (STP) passou do lugar 138 para 137 de 180 países no IDH*.

*O HDH é dividido em três dimensões da vida humana: saúde (aliada a longevidade), qualidade de vida (medida em rendimento nacional bruto per capita) e educação.


STP - Contexto nacional:


São Tomé e Príncipe é um pequeno estado insular localizado no Golfo da Guiné, a 350 km da costa oeste de África, com pouco mais de 1000 quilómetros quadrados, composto por duas ilhas principais (ilha de São Tomé e ilha do Príncipe) e várias ilhotas de pequena dimensão desabitadas, que chegam a ser ocupadas temporariamente por pescadores em busca de melhores oportunidades de pesca, tendo apenas população o ilhéu das Rolas.


Contexto Político: STP tem funcionado nos termos de um sistema democrático multipartidário desde a sua independência em 1975.


Contexto Social: em STP existe o consenso de que a incidência da pobreza não mudou significativamente entre os dois últimos inquéritos às famílias (2000 e 2010). Estimativas recentes do Banco Mundial mostram que cerca de um terço da população vive com menos de 1,9 dólares norte-americanos por dia, e mais de dois terços da população é pobre, estando num limiar de pobreza. Áreas urbanas e distritos do sul e norte como Caué e Lembá apresentam maiores níveis de incidência de pobreza.

STP tem um desempenho melhor do que a média da África Subsaariana no índice de Desenvolvimento Humano do PNUD e registou progressos significativos na melhoria de outros indicadores sociais. Tem uma taxa bruta de matrículas no ensino primário de 110%, uma esperança de vida de 66 anos, uma taxa de mortalidade de crianças até aos cinco anos de 51 por 1000 nados-vivos, acesso a uma fonte melhorada de água para 97% da população e acesso a electricidade para 60% da população.


Contexto Económico: STP enfrenta dificuldades típicas de pequenos estados que afectam a sua capacidade de lidar com choques e atingir um orçamento equilibrado. O número limitado de pessoas e trabalhadores no país impede muitas vezes a produção eficiente de bens e serviços na escala necessária para dar resposta à procura dos mercados local e de exportação. A distância a que está e a insularidade aumentam os custos de exportação e a disponibilidade limitada de terra e os poucos trabalhadores impedem que o país diversifique a sua economia, tornando-a mais vulnerável a choques referentes às condições das trocas comerciais. A indivisibilidade na produção de bens públicos e a dificuldade de prestar serviços a uma população dispersa implicam um elevado custo de bens públicos e gastos públicos avultados.

A produção agrícola declinou desde a independência em 1975 e já não é a principal alavanca de crescimento económico. Todavia, os produtos agrícolas, especialmente o cacau, constituem a maior parte das exportações do país. Além disso, o turismo é uma vantagem comparativa natural para STP e já constitui uma importante actividade económica, embora o país esteja longe de se tornar numa economia dependente do turismo.

Prevê que ocorra exploração comercial do petróleo a partir de 2020, muito poucos bens são produzidos localmente, o que faz de STP fortemente dependente de importações, incluindo petróleo para geração de energia.


Como na maioria dos países africanos a população é bastante jovem, segundo os dados publicados pelo Instituto Nacional de Estatística INE (2014):

-    51% da população é constituída por pessoas de idades compreendidas entre os 0 e os 18 anos de idade;

-    44% têm menos de 15 anos;

-    4% da população corresponde a pessoas com 65 ou mais anos.


Deparamo-nos com condições de vida muito críticas, que têm uma grande influência na saúde e bem-estar da criança, nomeadamente no que diz respeito  à falta de  saneamento básico, água potável e electricidade que provocam grandes constrangimentos à população e com consequências que levam à dificuldade na conservação dos alimentos, problemas de saúde, falta de produtividade, acesso a informação e pobreza generalizada.


*

Água

-    Em geral, 94% da população usa uma fonte melhorada de água potável para beber, 98% nas áreas urbanas e 86% nas áreas rurais.

-    Para quase um quarto da população do agregado familiar (23%) a família leva mais de 30 minutos para chegar à fonte de água e trazer água. 

-    Para mais de dois terços das famílias (69%), uma pessoa do sexo feminino adulta geralmente apanha água potável quando a fonte não está nas instalações. 

-    Homens adultos apanham água em apenas 19% dos casos, enquanto que para o resto das famílias, as crianças do sexo feminino ou masculino menores de 15 anos apanham água (11%).


Saneamento

-    Quase metade da população (47%) vive em habitações com instalações sanitárias melhoradas, 53% nas áreas urbanas e 36% nas zonas rurais. 

-    Os habitantes da Região Norte Oeste têm menos probabilidades do que outros em usar instalações melhoradas (27%). 

-    A defecação ao ar livre é prevalecente, e é utilizada por 61% da população rural e 42% da população urbana. 

-    As casas de banho modernas são utilizadas por 17% da população, principalmente em áreas urbanas.


*

Electricidade

-    Mais de três quartos dos agregados (76%) em áreas urbanas têm electricidade, em comparação com 55% nas zonas rurais.


*

Comunicações

-    Os telefones celulares são muito comuns em ambas áreas, urbana (82%) e rural (78%) dos agregados. Por outro lado, a propriedade dos computadores ainda é relativamente rara mesmo em famílias urbanas (15%).

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Fonte:

https://www.ine.st/index.php/p...

São Tomé e Príncipe MICS 2014, Relatório


O estudo relata que num país onde mais de 66,2% (INE 2010) da população vive abaixo da linha da pobreza, a incidência da pobreza é ainda mais elevada nas crianças, que apresentam maior vulnerabilidade relativamente à situação da protecção social do que os adultos. O estudo também indica que o nível de educação do chefe de família é o determinante mais fundamental da pobreza das crianças.

A situação delicada destas crianças é o resultado de um conjunto de problemas sociais tais como: violência doméstica; alcoolismo, desestruturação dos agregados familiares; ausência de informação materno-infantil; falta de motivação, objectivos e iniciativas, desemprego (Taxa de desemprego 13,9% - INE 2012, 59% das mulheres, muitas chefes de família).


*

Alfabetização nas mulheres e nos homens

-    A percentagem de alfabetizados indica que 90% das mulheres jovens em São Tomé e Príncipe são alfabetizadas, e esse estatuto da alfabetização varia moderadamente por áreas. 

-    Das mulheres que declararam que a escola primária era o seu mais alto nível de educação (e as poucas que declararam nunca ter frequentado a escola), apenas 64% foram realmente capazes de ler a frase que lhes foi mostrada. 

-    A situação, no entanto, parece estar a melhorar na medida em que 92% das mulheres jovens de 15-19 anos são alfabetizadas, contra 86% de 20-24 anos de idade. O perfil da alfabetização de homens jovens é muito semelhante ao das mulheres jovens.

*

Fonte: 

https://www.ine.st/index.php/p...

São Tomé e Príncipe MICS 2014, Relatório


Violência Doméstica 

No que diz respeito à violência doméstica contra mulheres e crianças podemos apontar as seguintes causas directas tais como:

-    prática pouco contestada socialmente;

-    a violência contra as mulheres, é causa da violência contra as crianças;

-    taxa de consumo de álcool elevada.

Tais causas são consequências de:

-    destruturação familiar e poligamia;

-    taxa de dependência elevada;

-    insuficiência da rede de proteção que não oferece às mulheres a possibilidade de saírem da situação de violência;

-    ausência da lei integral sobre a infância e de tribunais especializados.


Daqui, podemos destacar três aspectos que devem ser urgentemente combatidos: 

-    violência contra crianças (que abrange abuso sexual, negligência, abandono e trabalho infantil);

-    falta de saneamento; 

-    desnutrição.


Segundo a Análise da situação das crianças e das mulheres em STP (UNICEF, dados de 2015):

As causas directas da frágil situação vivida pelas crianças e mulheres em STP:

-    Maus tratamentos, violências ou abusos graves.

-    Capacidade das famílias em garantirem as necessidades essenciais (alimentação, medicamentos) das crianças.

-    Necessidade dos rendimentos do trabalho das crianças, na sua família.

Causas subjacentes:

-    Disfuncionalidade das famílias de origem (marginalidade, problemas mentais, alcoolismo) e de vulnerabilidade socioeconómica:

- 46,2% moram com os dois pais;

- 12,7% não vivem com nenhum dos dois, são entregues a familiares ou a vizinhos.

-    Abandono escolar;

-    Problemas de abusos institucionais (por parte das crianças).


Fonte:  

UNICEF, 2015, Análise da Situação das Crianças e das Mulheres em São Tomé e Príncipe.


São Tomé e Príncipe tem muito para revelar, numa dimensão que vai além das suas ilhas e ilhéus paradisíacos… é verde, húmido e fértil. Não tem ursos nem tigres, mas é lá que o Ursotigre está a realizar o sonho, de mãos dadas com os amigos, de cá e de lá.


Juntos, queremos contribuir para o desenvolvimento dos Principezinhos de São Tomé e Príncipe pelo caminho da Educação pela Arte para o Desenvolvimento.

Sobre

Tudo começou... amizade...

Tudo começou numa viagem de férias a São Tomé em Novembro de 2015. 

 A Missão Dimix nasceu da amizade com uma criança, o Dinix, um menino de sorriso tímido que caminhava no Ilhéu das Rolas. 
A Missão Dimix nasceu no meio do MUNDO, na linha imaginária do Equador, a zero graus de latitude, num pequeno ilhéu das ilhas do chocolate, em São Tomé e Príncipe. 
A Missão Dimix nasceu da amizade com o Dinix e do sonho antigo de criar um projecto de partilha de educação e actividades artísticas manuais e ecológicas com crianças e jovens de meios rurais isolados.


A Sónia e o Bobby conheceram o Dinix, um menino que a encantou, com o seu sorriso tímido, caminhando pelo ilhéu das Rolas. Desde então nada voltou a ser o mesmo, o encontro foi verdadeiramente inspirador! Ficaram as saudades do seu olhar, mas também a vontade de levar cores e formas para ocupar o tempo livre das crianças como ele. Foi esta amizade que despertou tudo o que está na origem desta missão. De regresso a Lisboa, nas memórias da Sónia ficou não só o sorriso mas o nome do menino: Dimix. 

Quando mais tarde voltaram a São Tomé para o reencontrar, apercebeu-se que afinal o nome do menino que a havia inspirado não era Dimix, mas sim Dinix! Mas uma vez que o nome da missão já havia sido designado decidiu-se manter o nome DIMIX. 



MISSÃO DIMIX

"Depois de um ano a magicar a Missão Dimix, no regresso a São Tomé fomos à procura do Dimix. Concluí que era Dinix!! Mudou de aldeia, mas como quem tem boca vai a Roma, e o nome do pai Eusébio não esqueci, lá o encontramos.  O pai contou-me com insatisfação que o Dinix deixou a escola, triste me deixou por já fazer parte dos números do abandono escolar que estudei. O Dinix voltou a frequentar a escola. Desejo-lhe um futuro promissor com boas amizades,  dedicação na escola e a ser criança!"


"Tu tornas-te eternamente responsável por aquilo que cativas." in "O Principezinho" de Antoine de Saint-Exupéry.


"Dedico esta frase ao menino Dinix que me inspirou a criar missão de partilha e a dar as mãos às crianças do seu país." Sónia Pessoa


Ser Criança em São Tomé e Príncipe


A missão Dimix foca-se essencialmente nas crianças e jovens santomenses. Foi de facto, os inúmeros problemas sociais que despertaram a atenção e a vontade de intervir no país.  


Os problemas percepcionados na nossa primeira visita vão de encontro aos reportados em alguns relatórios sobre o tema. 


A Missão Dimix vê nestas conclusões uma lista de desafios e pontos de actuação que vão de encontro aos nossos objetivos. 


A promoção de atividades de educação não-formal na tentativa de retirar as crianças da rua, motivando-as sob o modelo de inspiração, a aposta da educação nas diversas áreas e o cuidado especial na área de educação da higiene pessoal vão, sem dúvida, de encontro às necessidades mais evidentes e de encontro aos pontos considerados em diversos estudos.


Os Direitos das Crianças


“Todas as decisões relativas a crianças, adoptadas por instituições públicas ou privadas de protecção social, por tribunais, autoridades administrativas ou orgãos legislativos, terão primacialmente em conta o interesse superior da criança.”

Artigo 3 da Convenção sobre os Direitos da Criança da ONU. 1989


Tendo em conta a importância das tradições e valores culturais de cada povo para a protecção e desenvolvimento harmonioso da criança e reconhecendo a importância da cooperação internacional para a melhoria das suas condições de vida em todos os países, recordamos os direitos das crianças que têm como base e fundamento os direitos à liberdade, às actividades lúdicas e sociais e o dever de serem respeitados:


“1 - Direito à igualdade, sem distinção de raça, religião ou nacionalidade.

2 - Direito a especial proteção para o seu desenvolvimento físico, mental e social.

3 - Direito a um nome e a uma nacionalidade.

4 - Direito a alimentação, moradia e assistência médica adequadas para a criança e a mãe.

5 - Direito a educação e a cuidados especiais para a criança física ou mentalmente deficiente.

6 - Direito ao amor e à compreensão por parte dos pais e da sociedade.

7 - Direito a educação gratuita e ao lazer infantil.

8 - Direito a ser socorrido em primeiro lugar, em caso de catástrofes.

9 - Direito a ser protegido contra o abandono e a exploração no trabalho.

10 - Direito a crescer dentro de um espírito de solidariedade, compreensão, amizade e justiça entre os povos.”


No que diz respeito à realidade de São Tomé e Príncipe, destacamos e desenvolvemos os seguintes direitos das crianças e deveres do estado:


Direito a um nome e a uma nacionalidade.

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Protecção da criança - Registo de nascimento

Foram registrados os nascimentos de 95% das crianças menores de cinco anos. Por outro lado, enquanto praticamente todas as crianças de famílias mais ricas são registadas, essa proporção diminui para 87% nas mais pobres.

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Fonte: 

https://www.ine.st/index.php/p...

São Tomé e Príncipe MICS 2014, Relatório


Opinião da criança - A criança tem o direito de exprimir livremente a sua opinião sobre questões que lhe digam respeito e de ver essa opinião tomada em consideração.

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É importante lembrar como faz Glombek que todas as crianças e cada criação é um “sujeito que possui direitos; que tem o direito de formar e expressar opiniões, de participar em processos decisórios que influenciam soluções que intervêm no processo de mudança social e na construção da democracia. É ao exercer direitos, que como refere o autor, elas podem tornar-se parceiras e suportes da sociedade, desenvolvendo senso de responsabilidade sobre o que é público e internalizar uma atitude positiva em relação à cidadania (Glombek 2002).

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Fonte: Desenvolvimento Comunitário: das Teorias às Práticas, Turismo, Ambiente e Práticas Educativas em São Tomé e Príncipe


Liberdade de expressão – A criança tem o direito de exprimir os seus pontos de vista, obter informações, dar a conhecer ideias e informações.

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“(...) há que encontrar tempos e espaços de real curiosidade e disponibilidade para estar, dialogar, agir e cooperar com elas na expressão, questionamento e enriquecimento dos seus modos próprios de entender e relacionar-se com os outros, com a natureza e com o mundo, respondendo à questão: Quem sou eu? Quem somos nós? Que mundo é este que habitamos? Como o poderemos arrumar e reconstruir como lugar de Bem, Bom para todos? (...)”

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Fonte: Desenvolvimento Comunitário: das Teorias às Práticas, Turismo, Ambiente e Práticas Educativas em São Tomé e Príncipe


Liberdade de pensamento - O Estado respeita o direito da criança à liberdade de pensamento, consciência e religião, no respeito pelo papel de orientação dos pais.


Liberdade de associação - As crianças têm o direito de se reunir e de aderir ou formar associações.


Direito a especial proteção para o seu desenvolvimento físico, mental e social.

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Crianças de todo o mundo são rotineiramente envolvidas em formas de trabalho remunerado e não remunerado que não lhes são prejudiciais. No entanto, elas são classificadas como crianças trabalhadoras quando são, ou muito jovens para trabalhar, ou estão envolvidas em actividades perigosas que possam comprometer o seu desenvolvimento físico, mental, social ou educacional. O Artigo 32 (1) da Convenção sobre os Direitos da Criança afirma: "Os Estados Partes reconhecem o direito da criança de ser protegida contra a exploração económica e contra o desempenho de qualquer trabalho que possa ser perigoso ou interferir na educação da criança, ou que seja prejudicial à saúde da criança ou desenvolvimento físico, mental, espiritual, moral ou social ".

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Fonte: 

https://www.ine.st/index.php/p...

São Tomé e Príncipe MICS 2014, Relatório


Protecção conta maus-tratos e negligência - O Estado deve proteger a criança contra todas as formas de maus-tratos por parte dos pais ou de outros responsáveis pelas crianças e estabelecer programas sociais para a prevenção dos abusos e para tratar as vítimas.


Direito ao amor e à compreensão por parte dos pais e da sociedade.

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Disciplina da criança

Na maioria dos casos, as famílias empregam uma combinação de práticas disciplinares violentas. Enquanto 64% das crianças experimentaram agressão psicológica, quase 4 em 5 (79%) tiveram o castigo físico durante o mês passado. As formas mais graves de castigo físico (bater na cabeça da criança, orelhas ou cara ou bater a criança forte e repetidamente), embora menos comuns, não são raras: 10% das crianças foram submetidas a duros castigos no mês anterior ao inquérito. Embora os métodos violentos sejam formas extremamente comuns de disciplina, apenas 6% dos entrevistados acreditam que o castigo físico seja uma parte necessária para a educação das crianças.

Ensinar o auto-controle e o comportamento aceitável às crianças é uma parte integrante da disciplina da criança em todas as culturas. Práticas parentais positivas consistem em fornecer orientações sobre como lidar com emoções e conflitos duma maneira que encoraja o julgamento e responsabilidade e preserva a auto-estima das crianças, a integridade física e psicológica e a dignidade. Demasiadas vezes no entanto, as crianças são criadas através do uso de métodos punitivos que dependem do uso da força física ou intimidação verbal para se obter comportamentos desejados. Estudos demonstraram que expor crianças a uma disciplina violenta tem consequências nefastas, que variam de impactos imediatos para danos de longo prazo que as crianças carregam para a vida adulta. A violência dificulta o desenvolvimento, as habilidades e o desempenho escolar da aprendizagem das crianças; inibe relações positivas, provoca baixa auto-estima, stress emocional e depressão; e às vezes, leva à assunção de risco e lesões autoprovocadas.

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Fonte: 

https://www.ine.st/index.php/p...

São Tomé e Príncipe MICS 2014, Relatório


Protecção da criança privada de ambiente familiar - O Estado tem a obrigação de assegurar protecção especial à criança privada do seu ambiente familiar e de zelar para que possa beneficiar de cuidados alternativos adequados ou colocação em instituições apropriadas. Todas as medidas relativas a esta obrigação deverão ter devidamente em conta a origem cultural da criança.

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Crianças em situação de rua
Designam-se por crianças em situação de rua, crianças que passam o dia sem qualquer supervisão parental. Estas crianças mantêm, em geral, a relação com a sua família e voltam a casa à noite, para dormir. 
Provém de famílias desestructuradas pela marginalidade, pelo alcoolismo e em situação económica precária. Foram ou estão inseridas no sistema escolar, mas dada a falta de eficiência interna e dos seus constrangimentos pessoais, acumulam anos de atraso e ou estão em risco de abandono escolar ou já abandonaram a escola.
A grande maioria das crianças que estão em situação de rua são objeto de violência e a sua família não consegue satisfazer as suas necessidades essenciais (alimentação). Algumas destas crianças fogem dos abusos que foram vitimas nas instituições de proteção.
Dados de 2015 revelados pela UNICEF, em São Tomé, identificam algumas fontes desse problema. Dos quais destacamos:
- Maus tratamentos, violências ou abusos graves.
- Capacidade das famílias em garantirem as necessidades essenciais (alimentação, medicamentos) das crianças.
- Necessidade dos rendimentos do trabalho das crianças, na sua família.
Esse mesmo estudo sugere algumas causas estruturais, que podem e devem ser alvo de atenção e melhoria. As que interessam destacar, pois vão de encontro a alguns dos objetivos da missão, são:
- Falta de eficiência interna do sistema educativo, insuficiência de alternativas formativas e de orientação profissional;
- Insuficiência de programas de apoio físico-social das famílias de origem para evitar a institucionalização;
Sem dúvida a existência de crianças de rua, é uma preocupação chave da Missão Dimix. A promoção de uma educação não formal, artística de inspiração e um foco na capacitação da mulher de São Tomé, vão claramente de encontro, a dois pontos estruturais fundamentais identificados pela UNICEF. 
Fonte: UNICEF, 2015, Análise da Situação das Crianças e das Mulheres em São Tomé e Príncipe.


Adopção - Em países em que a adopção é reconhecida ou permitida só poderá ser levada a cabo no interesse superior da criança, e quando estiverem reunidas todas as autorizações necessárias por parte das autoridades competentes, bem como todas as garantias necessárias.


Crianças deficientes – A criança deficiente tem direito a cuidados especiais, educação e formação adequados que lhe permitam ter uma vida plena e decente, em condições de dignidade, e atingir o maior grau de autonomia e integração social possível.


Saúde e serviços médicos - A criança tem direito a gozar do melhor estado de saúde possível e a beneficiar de serviços médicos. O Estado devem dar especial atenção aos cuidados de saúde primários e às medidas de prevenção, à educação em termos de saúde pública e à diminuição da mortalidade infantil. Neste sentido, o Estado deve encorajar a cooperação internacional e esforçar-se por assegurar que nenhuma criança seja privada do direito de acesso a serviços de saúde eficazes.


Educação – A criança tem direito à educação e o Estado tem a obrigação de tornar o ensino primário obrigatório e gratuito, encorajar a organização de diferentes sistemas de ensino secundário acessíveis a todas as crianças e tornar o ensino superior acessível a todos, em função das capacidades de cada um. A disciplina escolar deve respeitar os direitos e a dignidade da criança. Para garantir o respeito por este direito, o Estado devem promover e encorajar a cooperação internacional.


- Objectivos da educação - A educação deve destinar-se a promover o desenvolvimento da personalidade da criança, dos seus dons e aptidões mentais e físicas, na medida das suas potencialidades. A Educação deve preparar a criança para uma vida adulta activa numa sociedade livre e inculcar o respeito pelos pais, pela sua identidade, pela sua língua e valores culturais, bem como pelas culturas e valores diferentes dos seus.

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Participação para a Escola Primária e Secundária

 O acesso universal à educação básica e à conclusão do ensino primário nas crianças de todo o mundo é um dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio. A educação é um pré-requisito vital para o combate à pobreza, o empoderamento das mulheres, a protecção das crianças da exploração de trabalhos perigosos e exploração sexual, a promoção dos direitos humanos e a democracia, a protecção do ambiente com influência no crescimento da população.

Em São Tomé e Príncipe as crianças entram na escola primária aos 6 anos e entram na escola secundária aos 12 anos. Existem 6 níveis no ensino primário e 6 níveis no ensino secundário. No ensino primário, os níveis são referidos como ano 1 ao ano 6, ou 1º ao 6º nível. Para o ensino secundário, os níveis são mencionados desde o 7º ao 10ª segundo ano. O ano lectivo normalmente vai de Setembro de um ano a Julho do ano seguinte.

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Fonte: 

https://www.ine.st/index.php/p...

São Tomé e Príncipe MICS 2014, Relatório


Lazer, actividades recreativas e culturais – A criança tem direito ao repouso, a tempos livres e a participar em actividades culturais e artísticas.


A Missão Dimix pretende de forma directa ser um apoio a este seu direito para que as crianças de agregados mais pobres tenham oportunidades de enriquecer o seu desenvolvimento pessoal e social usufruindo de acesso a actividades educativas, lúdicas e culturais. 


“Acreditamos que o Mundo só nos fará sorrir se as nossas crianças crescerem felizes e equilibradas.”


Trabalho das crianças - A criança tem o direito de ser protegida contra qualquer trabalho que ponha em perigo a sua saúde, a sua educação e/ou o seu desenvolvimento. O Estado deve fixar idades mínimas de admissão no emprego e regulamentar as condições de trabalho.

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Direitos das Crianças

Fonte  UNICEF, 1990, A Convenção sobre os Direitos da Criança Adoptada pela Assembleia Geral das Nações Unidas.

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Trabalho Infantil

Não existe actualmente uma definição específica de trabalho infantil na lei de São Tomé e Príncipe. No entanto, a lei proíbe o emprego de crianças com idade inferior a 14 anos. Visto que a lei define todos os indivíduos com idade inferior a 18 anos como menor, resulta que o trabalho infantil pode ser considerado como o emprego de qualquer indivíduo com idade entre 14 e 17 anos. A lei também proíbe qualquer indivíduo com idade inferior a 18 anos em ser envolvido em qualquer trabalho considerado pesado, insalubre ou perigoso. Também é ilegal empregar um menor em trabalho nocturno, embora os indivíduos com idade acima de 16 anos sejam autorizados a estar envolvidos nesse tipo de trabalho, desde que ele não afecta o desenvolvimento físico e psicológico do menor.

O módulo de trabalho infantil foi administrado às crianças de 5-17 anos de idade e inclui perguntas sobre o tipo de trabalho que uma criança faz e o número de horas em que ele ou ela está envolvido nesse trabalho. Os dados são colectados em ambas as actividades económicas (trabalho remunerado ou não remunerado para alguém que não é um membro do agregado, trabalho para uma fazenda ou negócios da família) e trabalho doméstico (tarefas domésticas, como cozinhar, limpar ou cuidar de crianças, bem como apanhar lenha ou buscar água). 


A metodologia do Indicador do MICS sobre o Trabalho Infantil utiliza três limites específicos por idade para o número de horas que uma criança pode realizar a actividade económica sem que ela seja classificada como estando no trabalho infantil. Uma criança que realizou actividades económicas durante a última semana para além dos limites específicos por idade é classificada como estando no trabalho infantil:

- 5-11 anos de idade: 1 hora ou mais;

- 12-14 anos de idade: 14 horas ou mais;

- 15-17 anos de idade: 43 horas ou mais.


O envolvimento de crianças em actividades económicas muda com a idade:

- 19% das crianças 5-11 anos 

- 44% das crianças de 12-14 anos de idade;

- 61% por cento das crianças de 15-17 anos idade. 


Com relação ao trabalho doméstico, as raparigas geralmente são mais propensas a realizá-los do que os rapazes. 

No geral, estima-se que:

- 26% de crianças de 5-17 anos de idade estão envolvidas em trabalho infantil;

- incluindo 16% que trabalham em condições perigosas. 

As crianças rurais estão mais expostas ao trabalho infantil e às condições perigosas de trabalho, abaixo os valores respectivos:

- 32% e 21% crianças do meio rural;

- 23% e 13% crianças do meio urbano. 

O trabalho infantil aumenta com a idade:

- 24%  dos 5-11 anos;

- 32% dos 15-17 anos; este último grupo também corre o risco de uma maior exposição às condições perigosas (30%).


As meninas são geralmente mais propensas a realizar tarefas domésticas do que os meninos, e as crianças rurais tendem a estar mais envolvidas do que suas homólogas urbanas.


Caracterização do país em termos de trabalho infantil, segundo o estudo *7B) OIT – CPLP, 2012, Estudo sobre a aplicação das Convenções nº 138 e nª 182 da OIT e suas recomendações na legislação nacional dos países da CPLP, São Tomé e Príncipe.

·     Escolaridade:

                              i.    96,4% das crianças inquiridas na amostragem já tinham tido algum contacto com a escola;

                            ii.    46,2% concluiu a 4ª classe;

                           iii.    33,1% frequentaram a 5ª ou 6ª classe;

                           iv.    11% frequentaram da 7ª a 9ª classe;

                            v.    1% frequentaram 10ª, 11ª 12ª;

                           vi.    50,4% na data do estudo estavam a estudar, as razões apresentadas pelos restantes por não estarem na escola:

- falta de vontade; 24% falta de dinheiro; proibição familiar; falta de tempo; gravidez; ausência de documentos; escola distante e falta de meio de transporte.

Nota: o estudo inquiriu crianças dos 6 aos 17 anos em grupos tais como, e com as seguintes incidências de trabalho infantil:

- 6 a 10 – 10,3%;

- 10 a 14 – 48,5%;

- 15 a 17 – 41,2%.


·     Escolaridade obrigatória:

                          i.       A lei obriga a que os menores dos 6 aos 14 anos frequentem obrigatoriamente a escola.

Nota: a idade mínima estipulada para a admissão ao emprego de um menor é de 15 anos completos e impõe que o menor tenha completado a escolaridade obrigatória. (artº8, nº1) 


·     Actividades realizadas:

                          i.       Vendas de produtos; trabalho doméstico, ajudantes, mecânicos, trabalhos agrícolas, marceneiros, bate-chapas e pescadores.


·     Remuneração:

                          i.       42,1% das crianças não sabem dizer como e quanto recebem pelo trabalho prestado.


·     Exploração encontrada:

                          i.       O estudo refere que são mal pagas, que algumas crianças não são pagas, que são chicoteadas, exploradas na realização de trabalhos domésticos, vítimas de abusos não especificados e sujeitas a excesso de trabalho.


·     Empregadores:

                          i.       São essencialmente as famílias que empregam as crianças, sendo o progenitor masculino a liderar a tabela de empregadores de menores. As razões que levam outros empregadores a receber crianças são os pedidos familiares, apenas 3% das crianças mostram vontade de trabalhar.


·     Causas da prevalência do trabalho infantil em São Tomé e Príncipe:

                              i.    Prática habitual não posta em questão;

                            ii.    Necessidades económicas das famílias;

                           iii.    Fenómeno mina-quiá[1]);

                           iv.    Desestruturação familiar, pai ausente, irresponsabilidade;

                            v.    Baixo nível de aplicação legal e política;

                           vi.    Elevada % de famílias pobres;

                          vii.    Tolerância social;

                         viii.    A figura da criança não é especialmente valorizada nem protegida;

                           ix.    Fraqueza institucional nas instâncias administrativas e judiciais.


Mina-quiá

[1] Consiste na entrega de uma criança, uma menina, a outra família diferente da sua, para que ajude na realização de determinadas tarefas domésticas, que consistem normalmente em tomar conta de outras crianças, afazeres normais de uma cozinha, lavagem de roupa, entre outras tarefas. É aceite socialmente apesar de sujeitar a criança a danos físicos ou psicológicos irreversíveis. Algumas famílias de acolhimento permitem que elas frequentem o ensino obrigatório, mas, em contrapartida ajudam nas tarefas diárias da família. A maior parte apenas explora a mão-de-obra grátis das crianças, “Mina Quia”, e são frequentemente vítimas de violência doméstica, abusos sexuais, morais, entre outros maus tratos.


·     As razões que levam as famílias a enviarem as crianças para outras famílias:

                              i.    47,8% motivos de ajuda a outro familiar;

                            ii.    26,9% necessidade económica;

                           iii.    9,6% para aprendizagem do trabalho doméstico;

                           iv.    2,5% por vontade das crianças saírem do seu meio;

                            v.    As restantes por motivo de continuação dos estudos.


O Ministério Público é uma das instâncias fundamentais para a defesa dos direitos da criança, mas nenhuma administração especializada neste domínio existe.


Fonte:  OIT – CPLP, 2012, Estudo sobre a aplicação das Convenções nº 138 e nª 182 da OIT e suas recomendações na legislação nacional dos países da CPLP, São Tomé e Príncipe.


·     Para concluir:

                              i.    O trabalho infantil prejudica o processo educativo das crianças, expondo-as a vários tipos de riscos e ocupa o seu tempo que podia ser utilizado para actividades positivas para o seu desenvolvimento como jogar, estudar ou fazer desporto;

                            ii.    As crianças em São Tomé e Príncipe têm lacunas graves em cálculo e escrita, ligados à falta de assistência pré-escolar;

                           iii.    O sistema educativo tem falta de mecanismos de acompanhamento e de recuperação das crianças que desejam abandonar a escola.


Em relação ao ponto i podemos confirmar que o verificamos ao desenvolvermos actividades no terreno. Bastantes são as vezes que uma boa parte das crianças apesar de mostrarem interesse em participar, não estão a usufruir das actividades devido a excesso de trabalhos domésticos encomendados pelo agregado familiar, adiantamos ainda que por vezes os familiares não estão ocupados, mas delegam as tarefas às crianças. Estes casos não ocorrem apenas ao fim-de-semana, mas também durante a semana em período escolar, acontece também a meio de uma actividades os cuidadores interromperem para chamar as crianças para realização de tarefas.


Quanto ao ponto ii durante as sessões de apoio ao estudo verificamos as dificuldades referidas acima e concluímos que se devem ao conjunto de factores mencionados neste capitulo, em especial a falta de estimulação do agregado familiar nos primeiros anos de vida, e ainda à quantidade de tarefas domésticas ou outros trabalhos em que as crianças são envolvidas não lhes deixando disponibilidade para participar em actividades adequadas à sua idade que apoiam ao seu desenvolvimento psíquico.


A Missão Dimix como organização que defende os direitos das crianças, pretende continuar a falar com a comunidade, respeitando os seus costumes, mas despertando à reflexão dos agregados familiares e cuidadores de pequenos gestos que podem fazer a diferença no desenvolvimento e bem-estar das crianças.


Direito ao acesso à Educação:


“Etimologicamente, educar significa trazer de dentro para fora, como quem ajuda uma semente a tornar-se flor e fruto. Isso propriamente é “educar”: criar condições favoráveis a que uma planta produza segundo a sua semente. O antónimo de Educação não é Instrução, mas sim Amestragem. Educar é fazer que cada um se desenvolva em conformidade com a sua natureza. Amestrar é conseguir que o educando se adapte e se submeta a um Leviatã a que chamamos Estado, ou Igreja, ou Economia próspera ou outra qualquer abstracção que viva à custa dos homens.” (António Jose Saraiva, 1985).


Fonte: SOUSA, Alberto, 2017,  Educação pela Arte e Artes na Educação, Edições Piaget.


QUEM APOIAMOS:


Crianças e jovens em situação de exclusão ou vulnerabilidade, das comunidades de Praia Lagarto, Roça de Água Izé, Ribeira Afonso, Ilhéu das Rolas, Centros de Apoio à Infância da Santa Casa da Misericórdia de São Tomé e Príncipe, com foco na comunidade de Água Izé.

Destacamos com uma sessão semanal o Grupo Sem Barreiras, 10 jovens Surdos do projecto Bamu Dá Mon no desenvolvimento das suas competências através de actividades extracurriculares sob o mote proteção do meio ambiente através da educação pela arte.

Apoio individualizado, iniciado em 2019 com o Dinix que em dificuldades de prosseguir estudos, assumimos a tarefa de encarregados de educação, prestamos apoio ao estudo e acompanhamento diário no seu desenvolvimento pessoal e social.



RESULTADOS ESPERADOS:

Cooperar na melhoria do desempenho e aproveitamento escolar das crianças e jovens através do reforço das competências potenciadas em oficinas de actividades lúdico-formativas a partilhar.


A Missão Dimix pretende apoiar as crianças e jovens respondendo aos desafios do presente, mas preparando a comunidade do futuro.


Entre outros resultados destacamos o caso do Dinix, o menino de 14 anos, com a 4ª classe que com o alerta da Missão Dimix regressou aos bancos da escola, menos uma criança a fazer parte das taxas de abandono escolar e trabalho infantil.
 
Conhecê-mo-lo em 2015, perguntámos entre outras coisas que classe frequentava, regressamos em 2016 para lhe agradecer a inspiração na criação de Associação Missão Dimix e saber como estava. Não teve coragem, mas o pai Eusébio contou à posteriori, via telefone, que já não frequentava a escola. Quando chegou à Arcar, em Março de 2017, com o ano lectivo já a decorrer há bastantes meses ficou acordado na escola que assistiria às aulas e no fim do ano faria exame para se aferir se passaria de ano. Passou na prova e finalmente em Setembro 2017 iniciou a 5º classe.

Actualmente, ano lectivo 2019/2020 frequenta a 7ª classe,  a Missão Dimix é o seu encarregado de Educação.


Objectivos:
 
1 - Cooperação para o desenvolvimento no campo da educação não-formal;_ODS 4*
 
2 - Educação e sensibilização para o desenvolvimento sustentável;_ODS 4_ODS11*
 
3 - No futuro próximo continuar a estabelecer  parcerias e sinergias com entidades que desenvolvem acções para Desenvolvimento e Cooperação entre os Povos._ODS16_ODS17*


*ODS - Objectivos para Desenvolvimento Sustentável  - agenda 2030 ONU

Sobre

Como? Através da Arte!

EM QUE ACREDITAMOS
Fazer magia através das artes é o nosso mote.


Acreditamos que se crescerem com ferramentas tenderão para o desenvolvimento sustentável e serão empreendedores a conduzir os seus saberes.
Para isso vamos criar um modelo inspirador, que incite a sonhar e a trabalhar para que os seus objectivos se realizem.
Queremos dar-lhes ferramentas para que o produto dos seus saberes lhe proporcione um futuro risonho.


A Missão Dimix acredita que a arte promove oportunidades de auto-expressão, exteriorizando o mundo interior de cada um. São inúmeras as vantagens da educação artística, despertando naturezas criativas, independentemente desta visar a formação de profissionais das artes.
Desta forma, a arte apresenta-se como uma ferramenta que, a par de estimular o desenvolvimento da criatividade, cumpre objetivos educativos - a arte ao serviço do ensino, potenciando o desenvolvimento da sensibilidade estética, imaginação, espontaneidade, contribuindo para formação cultural dos indivíduos.


O mundo só nos fará sorrir se as nossas crianças crescerem felizes e equilibradas. 


” A Educação pela arte é essencialmente um movimento de renovação, num sentido de se abandonar princípios pedagógicos rígidos e preconcebidos, para compreender as crianças nas suas emoções, nos seus desejos, nos seus interesses e na sua procura da felicidade, do modo cientificamente mais correcto e eficaz.”


Fonte: SOUSA, Alberto, 2017,  Educação pela Arte e Artes na Educação, Edições Piaget.


- as crianças e a criatividade no seu desenvolvimento:

“Estimular a criatividade será também provar à criança que se confia nela, nas suas possibilidades de realização, levando-a a descobrir que a criação é mais importante que a simples execução reprodutiva. Ela própria reparará que afinal a técnica é apenas um meio para dar forma à sua imaginação criativa.”


“Devemos encarar a criação como uma necessidade biológica da criança, tal como as outras suas necessidades (respirar, comer, movimento, etc.). A vida da criança é de constante desenvolvimento, inteiramente voltada para a construção de si, e, consequentemente, para a criação constante.
Criar é mais importante que contemplar a criação alheia. A criança prefere fazer do que assistir (e ela passa a vida a ser levada a assistir: às aulas, à TV, ao futebol …).”

“Criatividade não significa, porém, criação de obras. É uma atitude na vida, uma capacidade para dominar qualquer situação da existência.”


Fonte: SOUSA, Alberto, 2017,  Educação pela Arte e Artes na Educação, Edições Piaget.


- as crianças e o futuro do ambiente - Pequenos grandes líderes com super poderes:

É deveras importante desenvolver actividades ecologicamente orientadas para o desenvolvimento humano que não pode acontecer sem um planeta saudável.
Queremos incutir nas crianças e jovens a ideia de cidadãos capacitados, com capacidade de reflexão e hábeis para traçarem caminhos para um planeta mais seguro, ecológico e justo para todos.

A Educação pode e deve desempenhar um papel crucial na transformação necessária para sociedades ambientalmente mais sustentáveis. A Educação pode contribuir para o desenvolvimento de habilidades, conceitos e ferramentas que podem ser usadas para reduzir ou acabar com práticas não sustentáveis.

Se o comportamento humano gerou uma crise ambiental é urgente partilhar com as crianças e jovens uma aprendizagem para superar tal desastre.


- as crianças e o futuro de São Tomé e Príncipe:

“O idealismo e a criatividade da juventude são os recursos mais importantes que um país tem.”

Ban Ki-moon. 2010.

Acreditamos que o desenvolvimento de actividades que lhes permitam desenvolver ferramentas inter-relacionais, de sentido crítico e de desenvolvimento de hábitos de estudo, disciplina e respeito pelo meio ambiente são essenciais para a compreensão do que é o desenvolvimento sustentável fomentando o seu espirito livre e empreendedor.
Para isso estamos a desenvolver actividades, que incitem a sonhar e trabalhar para que os seus objectivos pessoais e colectivos se realizem e conduzam a um futuro risonho.

As crianças e jovens são os Homens de Amanhã, acreditamos no potencial natural e humano de São Tomé e Príncipe, assim como acreditamos que se as gerações mais jovens tiverem acesso a educação de qualidade, informação e actividades extracurriculares com as quais desenvolvam o seu potencial individual e colectivo terão as ferramentas para o desenvolvimento sustentável do seu pequeno e fértil país. A longo prazo, a educação terá relevante impacto no nível de riqueza no país.


“As crianças representam 44,9% da população de São Tomé, são portadoras de direitos específicos e sofrem da pobreza e de privações de uma maneira claramente diferenciada dos adultos. As crianças constituem um investimento estratégico para o desenvolvimento do País.”


Fonte: UNICEF, 2015, Análise da Situação das Crianças e das Mulheres em São Tomé e Príncipe.


O que defendemos:


- os direitos das crianças e a sua felicidade:

No que diz respeito ao direito à educação defendemos três objectivos gerais da educação:


1 Desenvolvimento da Personalidade: 

- as crianças são diferentes entre si, possuem personalidades e capacidades diferentes, necessitam de uma educação diferenciada, que se adapte às suas características e necessidades diferenciadas do desenvolvimento da personalidade de cada uma em particular.


2 Progresso Social: 

- não considerado como progresso da máquina social, mas das pessoas que vivem em sociedade.

“(…) a coesão de um grupo social será tanto maior quanto mais diferentes forem as personalidades dos indivíduos que o constituem e mais diversificada for a formação de cada um. A possibilidade de cada um poder escolher a sua educação em conformidade com as suas vocações, possibilitará personalidades e formações diferenciadas e, por conseguinte, sucederá um aumento do bem estar individual e, logo, um progresso social.”


Fonte: SOUSA, Alberto, 2017,  Educação pela Arte e Artes na Educação, Edições Piaget.


3 Participação Democrática na Vida Colectiva:

O termo democracia está intimamente ligado a conceitos tais como liberdade e igualdade, sendo este um dos objectivos gerais da educação, podemos pressupor o desenvolvimento de capacidades de cooperação, interajuda, fraternidade, altruísmo entre outros, que se opõem à competição, rivalidades e lutas que limitam as liberdades e fomentam as desigualdades.

“(…) A liberdade, nestas circunstâncias, passa pela liberdade que cada indivíduo deverá ter na escolha da sua vida educacional, sem quaisquer restrições ou limitações.”


Fonte: SOUSA, Alberto, 2017,  Educação pela Arte e Artes na Educação, Edições Piaget.


Defendemos também a importância da formação específica das crianças mais velhas, jovens que tenham interesse, como futuros monitores ou formadores. A formação é muito importante, pois não só os torna auto-suficientes, como lhes dá responsabilidade sobre a sua aldeia/comunidade. Uma criança com formação específica irá concerteza ser um adulto muito mais completo para poder ele transmitir a outras crianças (futuros adultos) o seu conhecimento,  importante também para enfrentar os desafios de uma cidadania activa.


A NOSSA INSPIRAÇÃO: 

1 - EDUCAÇÃO NÃO-FORMAL


“Educação não-formal qualquer actividade educativa organizada e sistemática, levada a cabo fora do quadro do sistema formal e com o fim de fornecer formas seleccionadas de educação a subgrupos específicos na população, tanto adultos como crianças”. Coombs & Ahmed, 1974

Escolas Krishnamurti.
“A escola é um lugar onde se aprende sobre a totalidade e a plenitude da vida. A excelência académica é absolutamente necessária, mas uma escola inclui muito mais do que isso. É um lugar onde tanto o professor quanto o aluno exploram, não só o mundo exterior, o mundo do conhecimento, mas também seu próprio pensamento, seu próprio comportamento.” J. Krishnamurti - Escolas Krishnamurti.

A educação foi sempre uma das principais preocupações de Krishnamurti. Ele achava que se os jovens e os velhos viessem a ser despertados do seu condicionamento de nacionalidade, religião, preconceitos, medos e desejos, o que inevitavelmente leva ao conflito, eles poderiam trazer para as suas vidas uma qualidade totalmente diferente. A sua preocupação encontrou expressão na criação de escolas na Índia e no estrangeiro.
Quando Krishnamurti falou às crianças, a sua linguagem foi clara e simples. Ele explorou com eles a sua relação com a natureza e de uns com os outros, e problemas psicológicos como o medo, a autoridade, a competição, o amor e a liberdade. Para ele, as escolas eram um meio no qual as grandes questões existenciais poderiam ser exploradas numa atmosfera de liberdade e responsabilidade.
As características mais evidentes desse espírito são compartilhadas por todos nos espaçosos campi de grande beleza natural das escolas, com uma relação amigável e atenciosa entre professores e alunos; dieta vegetariana simples e saudável; salas de estar austeras, mas confortáveis; salas de aula espaçosas e convidativas; bibliotecas e laboratórios bem equipados; uma estreita relação professor-aluno e professores altamente qualificados e motivados.


2 - DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE


"(…)as indústrias criativas têm a sua origem na criatividade, habilidade e talento individuais e potencial para a criação de rendimento e emprego por meio da geração e exploração da Propriedade Intelectual". 
DCMS (Department for Culture, Media and Sport), Governo Britânico.

As economias criativas têm vindo a demonstrar a capacidade de algumas sociedades resistirem às crises económicas, estimularem um espírito empreendedor na juventude e de se afirmarem como setor promissor para a valorização da cultura e para o crescimento dos países.
A cultura e a criatividade permitem construir meios de vida, mobilizando recursos acessíveis, acrescentar-lhes valor, gerando riqueza e, potenciando deste modo, a criação de condições de resiliência de algumas sociedades.

Para a acção que pretendemos desenvolver com as famílias e comunidades, em especial as mulheres, mães das crianças e jovens que apoiamos, foi uma grande inspiração ouvir o Professor Rogério Roque Amaro, durante um Seminário em São Tomé e Príncipe. Este levou-nos a investigar e descobrir outro de grande relevância para o desenvolvimento sustentável local ou comunitário, por nos identificarmos, consideramo-lo como um guia para a estratégia que pretendemos desenvolver e fortalecer durante o ano de 2019.

De forma muito sucinta, para o Professor Rogério Roque Amaro o “Desenvolvimento” é um dos conceitos mais importantes pois procura o bem estar, o progresso e a felicidade das pessoas, ou seja, tem a ver com a vida das pessoas, as suas condições de vida e os seus sonhos. Conceito este, que está associado á utopia, ao desejo de futuro, de mudança e de melhoria individual e colectivo, deveria ser o eixo central da acção de todos os governantes.
O desenvolvimento é um conceito de grandes potencialidades interdisciplinares,  enumeramos algumas tais como:
- economia;
- educação;
- saúde;
- cultura;
- ambiente;
- regulamentação política, histórica, leis;
- acção social.

Critérios de concepção de Desenvolvimento:

Tal como o professor,  quanto ao sector mais importante do Desenvolvimento, acreditamos que deve ser considerado como processo integrado conjugando as componentes económica, social, educacional, cultural, ambiental e política pelo menos.

Quanto aos protagonistas do processo de Desenvolvimento a perspectiva mais interessante é a de que, em parceria entre comunidades locais, organizações da sociedade civil, empresas, estado e ONG’s, de forma que todos tenham igual dignidade e importância. 
-  As empresas devem participar numa perspectiva de responsabilidade social, e não com interesses meramente económicos. 
- As autarquias locais devem estar mobilizadas pois estão mais próximas das comunidades, estão ligadas ao seu futuro e bem estar.
-  As comunidades devem participar em todos os processos ou fases, tais como:
- discussão e definição dos projectos;
- no seu planeamento;
- na sua avaliação.
Para concluir esta perspectiva defende os direitos humanos, da dignidade, da cidadania e da participação activa das comunidades.

No que diz respeito às relações com a natureza e a biodiversidade a Natureza é vista como uma companheira de casa e de futuros comuns. A visão integrada em que os nossos companheiros da casa comum, os animais, as plantas e os elementos inertes são tão importantes como nós, sendo tão importante a nossa continuidade, como a deles e não apenas a deles para a nossa, mas a deles em iguais condições à nossa. Esta perspectiva implica o conceito de Democracia Ecológica, participação e empoderamento aplicado aos animais, às plantas e aos elementos inertes.

Quanto à sustentabilidade e continuidade dos processos de Desenvolvimento a perspectiva ecocêntrica, onde o que interessa é a sustentabilidade integrada e conjugada de forma a que todos os seres vivos, todas as componentes da natureza e do planeta onde vivemos têm igual importância.


3 - ECONOMIA SOLIDÁRIA 


O professor Rogério Roque Amaro, responsável pelo centro de Estudos de Economia Solidária do Atlântico (Países da Macaronésia, ou seja, Madeira, Açores, Cabo Verde e Canárias), define o conceito de economia solidária, não no sentido social, mas no sentido da solidariedade com a vida, o reencontro com a vida na sua multidimensionalidade. Conceito este muito próximo do conceito de sustentabilidade, uma vez que existe uma relação, coerência e interacção.


Referimos de seguida os 8 pilares da Economia Solidária, por ele considerados, e por nós tomados como inspiração e guia do desenvolvimento das acções com as mulheres e suas comunidades.


1. É um projecto económico porque:
a. Cria emprego;
b. Distribui rendimento;
c. Satisfaz consumos;
d. Gera poupanças;
e. Estimula investimentos.
É uma economia mais rica que as outras, produz e vende os seus produtos, é uma economia de dádiva que não se limita a donativos e voluntariado, mas está ancorada na cultura mais tradicional, é ainda uma economia de reciprocidade, da entre-ajuda, da vizinhança e da comunidade. A economia solidária recupera esta ideia de projecto económico.


2. É um projecto social que tem como objectivo principal responder aos problemas sociais das suas comunidades:
a. Dando emprego aos mais desfavorecidos;
b. Promovendo igualdade de oportunidades;
c. Criando condições de dignidade de trabalho.


3. É um projecto ambiental, ou seja, uma economia que tenta ter outra visão ambiental, através de:
a. Opções energéticas que faz;
b. Compra ou utilização de matérias primas segundo o modo de produção biológico;
c. Maneira como recicla os materiais e faz o tratamento dos lixos;
d. Propostas de relacionamento com a natureza;
e. Do turismo ecológico que promove no seu interior.


4. É um projecto cultural, ou seja, a cultura não é para ser destruída em nome de uma uniformização económica, mas é para ser recuperada nos seus valores, identidades e tradições como trunfo económico, por exemplo através:
a. Dos saberes gastronómicos;
b. Das festas comunitárias;
c. Do artesanato;
d. Da interacção com a comunidade.


5. É um projecto territorial, ou seja é uma economia que está enraizada num território e promove uma relação privilegiada com a comunidade , valorizando:
a. A contratação de pessoas locais;
b. A compra de produtos locais;
c. A relação com os eventos e as culturas.


6. É um projecto de gestão, mobiliza novos conceitos de gestão profissionalizante eficiente. Não pretende ser como a antecessora, a economia social, de gestão “porreirista”.


7. É um projecto de conhecimento, uma economia que pretende gerar conhecimento novo no seu conceito.


8. É uma economia que tem um projecto político, que significa duas coisas:
a. Democracia interna – as decisões são tomadas no seio das organizações em democracia;
b. Projecto político externo – colabora com outras instituições, como por exemplo o Estado e empresas, na resolução dos problemas da sociedade.


Estratégias facilitadoras dos 8 pilares da Economia Solidária identificadas pelo professor Rogério Amaro Roque:
- A importância da partilha e da informação sobre os problemas de desenvolvimento;
- A importância de haver processos de formação que envolvam as comunidades e todos os intervenientes;
- A importância de estabelecer parcerias sistemáticas com igualdade de condicionamentos face ao desenvolvimento;
- A importância de prosseguir o envolvimento das comunidades, mesmo que de início seja difícil face a sua tendência para a facilidade e a inércia;
- A importância decisiva para o desenvolvimento de São Tomé e Príncipe do aprofundamento da Democracia.


- Objectivos de Desenvolvimento Sustentável, ODS 4, interligação e sinergia entre ODS:

Abraçamos os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável da agenda 2030 das Nações Unidas em específico o ODS 4 Educação de Qualidade para todos e oportunidades de aprendizagem ao longo da vida.
Para uma acção eficiente e eficaz é essencial interligar e criar sinergias entre os diferentes ODS a nível nacional, regional e internacional.

Fonte: *1B) UNESCO, 2016, Educação para as pessoas e para o planeta: criar futuros sustentáveis para todos.


O NOSSO CAMINHO


Esta iniciativa, de cariz educativo, social e cultural, propõe-se atuar através de um programa de diversas atividades, focadas no pensamento e desenvolvimento artístico, com o intuito de proporcionar a todos um conjunto de experiências, que despertem a sua natureza criativa. Pretendemos assim contribuir para o desenvolvimento harmonioso das personalidades destas crianças e jovens, criando novas perspetivas sociais, culturais e profissionais exponenciando a sua interação com o mundo.


A arte, pelas suas potencialidades integradoras, proporciona ao ser humano a oportunidade de desenvolver competências a longo prazo, sejam elas cognitivas (aprender a conhecer), sociais (aprender a conviver), produtivas (aprender a fazer) ou pessoais (aprender a ser), pois, há uma experiência estética viva, que favorece a inter e transdisciplinaridade, seja como disciplina numa instituição de ensino ou como tema/método numa ação transversal. (Wendell, 2010)


Após o drama da Segunda Guerra Mundial Herbert Read retoma o conceito da educação pela arte, na tentativa de aproximar a formação dos indivíduos dos ideais da paz e contribuir para a reconstrução da humanidade. Para Read, todas as faculdades de pensamento, lógica, memória, sensibilidade e intelecto, estão envolvidas nos processos artísticos e nenhum aspeto da educação fica excluído desse fenómeno.


Ele defende que a arte deveria fazer parte do ensino de forma permanente, pois tanto a educação como a arte deveriam ter como finalidade a preservação do indivíduo como ser total e das suas capacidades mentais para que, quando fosse adulto, conservasse a “unidade da consciência que é a única fonte de harmonia social e de felicidade individual”.





OBJECTIVOS


Todas as crianças deviam ter memórias coloridas da infância, tomámos a iniciativa de desenhar a Missão Dimix através de uma conciliação de ideias e vontades, para concretizar um projeto que possa contribuir para o desenvolvimento sustentável de crianças e jovens em risco de exclusão social. Com elas queremos aprender o segredo do seu sorriso para crescermos de mãos dadas.


Defendemos a importância da formação específica das crianças mais velhas, que tenham interesse, como futuros monitores ou formadores. A formação é muito importante. Pois não só os torna auto-suficientes, como lhes dá responsabilidade sobre a sua aldeia/comunidade. Uma criança com formação específica irá concerteza ser um adulto muito mais completo para poder ele transmitir a outras crianças (futuros adultos) o seu conhecimento. Conhecimento é importante para enfrentar os desafios de uma cidadania activa. 


Queremos cativá-los de maneira que queiram continuar o trabalho a que a Missão Dimix se propõe. Assim, num futuro próximo, serão eles os responsáveis por partilhar os seus conhecimentos a outros, inspirar e apoiar outras meninas e meninos para poderem sorrir ainda mais. 


As pequenas missões deverão ter objetivos simples de preenchimento de necessidades imediatas livros, vestuário, calçado, equipamento desportivo, bolas de futebol, filmes, jogos... As grandes missões, os workshops, serão de versão artística a par de uma componente de formação, em consequência de desafios que serão lançados a músicos, desportistas, atores, artesãos, psicólogos, agricultores entre outras personalidades em representação das suas respetivas profissões. 


OBJETIVOS MISSÃO DIMIX EM SÃO TOMÉ E PRINCIPE 2020:

Sob o mote escolhido para 2020 - PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE


A Associação Missão Dimix pretende implementar, desenvolver e orientar oficinas de reutilização de materiais disponíveis – resíduos – que possibilitam o desenvolvimento comunitário. Os resíduos como fonte de rendimento, através de trabalhos artesanais construídos com a utilização de desperdícios e de materiais da natureza, gerando emprego, valorização e preservação dos saberes tradicionais inovando e contribuindo para a melhoria das condições de vida.


Em meados do ano de 2019 mudámos de uma comunidade citadina para uma comunidade rural, em plena Roça de Água Izé, criámos laços e fomos convidados a integrar um espaço cultural próximo da comunidade. Um espaço em que acreditamos nos valores e onde nos sentimos integrados, mais próximos da comunidade em especial das crianças, estamos muito agradecidos pela oportunidade.


Em 2020 queremos continuar a reforçar os laços e a desenvolver um trabalho verdadeiramente útil à comunidade.


A par dos objetivos enquanto organização, queremos manter o foco e continuar a desenvolver as nossas atividades junto das crianças e dos jovens santomenses.


Os nossos objetivos estratégicos para a Missão em 2020 no terreno são:


1. Crianças e a Proteção Meio Ambiente:
      • Promover o desenvolvimento enquanto indivíduos e enquanto grupo, das crianças e jovens santomenses com foco na sensibilização para as questões ambientais;
      • Promover atividades especificas de reciclagem de plástico conjugados com criação artística através da utilização de máquinas de reciclagem deste resíduo;
      • Dar continuidade à concretização das missões no terreno, com voluntários de diferentes áreas, para inspirar as crianças e os jovens sob o tema Proteção do meio Ambiente adaptado às suas respetivas áreas;
       • Dar continuidade ao estudo acompanhado e ao incutir de gosto pela leitura.


2. Empoderamento das Mulheres – Empreendedorismo:
     • Empoderamento das mulheres, sobretudo as mães chefes de família, de forma a melhorar o ambiente social e educacional da CRIANÇAS;
     • Promover Empreendedorismo Feminino. Pretendemos trabalhar na criação de iniciativas de economia solidária criativa tais como pequenos negócios amigos do ambiente, geradores de renda e emprego a terceiros para superar o fraco rendimento do agregado familiar, tendo forma de garantir a escolaridade dos filhos menores. Através da partilha de saberes com mulheres, mães, chefes de família para as capacitar e ajudar a diversificar os produtos que produzem artesanalmente. Com o objetivo de redução da taxa de desemprego, em especial das mulheres e sendo a redução da pobreza das famílias um factor chave para o bem-estar das crianças. Ao apoiar as mulheres a diversificarem e aumentarem a sua renda melhorando assim as suas condições de vida, de forma a potenciarem a educação de qualidade aos seus filhos - ao apoiarmos as mulheres estamos a apoiar as suas crianças e o futuro da comunidade. Recordando a Convenção dos Direitos das Crianças e tendo em conta a família como elemento natural e fundamental da sociedade e meio natural para o crescimento e bem-estar de todos os seus membros, em particular das crianças, deve receber protecção, assistência e oportunidades necessárias para desempenhar plenamente o seu papel na comunidade.


       • Objetivo final:
Famílias mais prósperas têm possibilidades para proporcionar desenvolvimento harmonioso das crianças, sua personalidade e crescimento em ambiente familiar, clima de felicidade, amor e compreensão reduzindo o número de crianças em situação de rua e institucionalizadas.


 Em suma para 2020 temos os seguintes objetivos estratégicos:

1. Continuar a criar condições para receber as crianças e jovens, planear atividades, receber voluntários, dinamizar workshops.

2. Criar grupos inclusivos, com condições para a concepção de projectos orientados para o desenvolvimento através da criação de emprego decente, empreendedorismo, criatividade, inovação, respeito pelo meio ambiente e consumos sustentáveis.

3. Realização de Oficinas comunitárias para desenvolvimento de grupos de trabalho de criação de ECO-DESIGN/ARTESANATO.

4. Desenvolver grupos de tricot, costura e leitura e escrita criativa.


OBJETIVOS ENQUANTO ONGD PARA 2020:

Em 2020 temos os seguintes objetivos estratégicos:
Crescimento Organização Associação Missão Dimix. O crescimento da organização, passa por dar continuidade a alguns do pontos em que trabalhamos durante 2019.
 Em resumo, vamos focar nas áreas:
                                                 • Apostar na divulgação em Portugal e mundo da missão Dimix através da redes sociais, jornais, revistas, etc;
                                                 • Angariação de novos sócios com vista a poder ter um fundo maneio que permita adquirir o material e logística necessária para as missões no terreno;
                                                 • Continuar a procurar parceiros que partilhem a mesma visão que nós e possam de alguma forma representar um valor acrescentado nos objetivos a que nos propomos;
                                                 • Realizar pontes entre as mais variadas áreas para realizarmos  capacitação assim como apoio escolar às crianças e jovens;
                                                 • Implementação dos Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável com as nossas ações em parceria com organizações no terreno;
                                                 • Continuar a procurar estabelecer intercâmbios, parcerias, alianças, relações estratégicas de qualidade e em consonância de valores com escolas, instituições, ONGD, autarquias locais e empresas.



O NOSSO COMPROMETIMENTO PARA 2020


EM RESUMO O NOSSO ANO DE 2020 ASSENTA SOBRE 3 PONTOS ESTRATÉGICOS


1. Crianças e a Proteção Meio Ambiente


2. Empoderamento das Mulheres - Empreendedorismo


3. Crescimento da Organização


➢ Em 2020 o foco é continuar a desenvolver as actividades de ocupação de tempo-livre pelo caminho da Educação pela Arte para o Desenvolvimento despertando a consciência ambiental, assim como a prestação do apoio ao estudo, em especial da leitura, que é identificada em diferentes estudos como uma grande dificuldade para crianças ou jovens e de uma grande importância para o seu sucesso nas diferentes áreas de estudo, assim como na sua comunicação e posição cívica activa em sociedade.

➢ A partilha de ações de sensibilização e palestras de desenvolvimento pessoal, fisico e emocional, assim como social com vista ao bem-estar de crianças, jovens e comunidades.

➢ O estabelecimento  de novas e reforço de parcerias já em curso é essencial para uma intervenção eficaz. A união de esforços e ideias torna as acções mais fortes encarando os problemas como um todo. Quanto menos dispersa a acção de cada organização melhores serão os resultados obtidos nas comunidades, ainda que cada uma actue para um problema específico, interligando-as segundo uma visão global de resolução de problemáticas relacionadas entre si. A criação destas sinergias tem ainda a vantagem de melhor gestão de recursos humanos e materiais.

➢ Além das actividades com crianças e jovens em situação de vulnerabilidade  é urgente promovermos mais iniciativas com mulheres que na maioria das comunidades africanas são as chefes de família. São Tomé e Príncipe não é excepção, este fenómeno explica-se pela desestructuração dos agregados familiares, homens com várias famílias que em consequência de desentendimentos  leva as crianças a ficarem a cargo das mulheres.

                                ➢ Os dados indicam que as crianças são as principais vítimas da pobreza monetária em São Tomé e Príncipe. Acreditamos que se promovermos a capacitação de mulheres, apoiaremos ainda que de forma indirecta as crianças, pois as suas mães terão forma de sustento alternativa.

                                ➢ Ao desenvolvermos economia solidária e criativa com estas mulheres estamos a dar as mãos aos Principezinhos de São Tomé e Príncipe e a evitar a probabilidade do aumento do número de crianças institucionalizadas.

➢ O Planeta, as Pessoas, a Paz, a Prosperidade, os lugares, sua biodiversidade natural e as parcerias serão inspiração para cooperarmos no desenvolvimento sustentável, na erradicação da pobreza no país, a partir da base da sua pirâmide demográfica – as crianças, sem esquecer as mulheres.

Será certamente um ano de muitos desafios e aprendizagens para conseguirmos alcançar os nossos objectivos, com o foco nas Crianças e no Futuro do Planeta sabemos que os passos que damos agora serão o futuro de amanhã.

O Mundo só nos fará sorrir se as nossas crianças crescerem felizes e equilibradas.

O nosso lema de acção é TODOS JUNTOS SOMOS MAIS FORTES!


O objetivo é despertar e inspirar as crianças para um conjunto de oportunidades, de expressão pessoal e do foro profissional, descobrindo outras perspetivas para um futuro sorridente. Queremos ouvi-las, descobrir os seus sonhos, inspirar caminhos e apoia-los a preparar um futuro melhor. Estamos juntos, em MISSÃO DIMIX.


• Realização de workshops específicos em áreas diversas. Nomeadamente:


Actividades em desenvolvimento – Corpo, Mente e Espírito: 

o - Oficinas de trabalhos manuais;
o - Oficinas de artes plásticas;
o - Oficinas de educação ambiental através das artes e técnicas de reciclagem de plástico, papel entre outros resíduos;
o - Oficinas de tricot como técnica de reciclagem;
o - Oficinas de saúde e desenvolvimento pessoal;
o - Oficinas de expressão escrita e oral;
o - Oficinas de fotografia;
o - Oficinas de dança e música;
o - Visitas de estudo;
o Laboratório de Ciência;
o Olimpíadas da Matemática;
o Treinos Desportivos.


• assim como a capacitação dos jovens como futuros monitores destas iniciativas.


Em resumo, cooperarção na melhoria do desempenho e aproveitamento escolar das crianças e jovens através do reforço das competências potenciadas em actividades lúdico-formativas, palestras, sessões de apoio ao estudo.


“ (…) Mais importante do que aprender, conhecer, e saber; é o vivenciar, descobrir, criar, e sentir. (…)”


Fonte: SOUSA, Alberto, 2017,  Educação pela Arte e Artes na Educação, Edições Piaget.


Em termos concretos, Actividades em desenvolvimento: corpo, mente e espírito:


“(…) uma educação englobando todos os modos de expressão individual: musical, dançada, dramática, plástica, verbal, literária e poética. Uma educação estética em que se realize, no seu pleno sentido, a relação harmoniosa do ser humano com o mundo exterior, para se poder chegar a construir uma personalidade integrada, ou seja, ligada a situações e a valores que obrigam o indivíduo a tomar com independência as suas próprias resoluções.”


Fonte: SOUSA, Alberto, 2017,  Educação pela Arte e Artes na Educação, Edições Piaget.


“O fim geral da educação é fazer um membro  útil e feliz na sociedade. O objectivo da educação é formar o corpo, o coração e o espírito do educando” (A. Garret, 1829)


Equipa

Com Quem?

TODOS JUNTOS SOMOS 

MAIS FORTES


O Dinix sem saber foi um guia do caminho chamado propósito da Sónia Pessoa (Ursotigre), um sonho antigo ganhou asas. Criar um projeto para partilhar actividades artísticas e ecológicas com crianças e jovens de meios rurais isolados.


O Ursotigre sonhava em juntar amigos que fazem coisas bonitas especialmente em áreas artísticas, mas também na área da saúde, da ecologia e do desenvolvimento pessoal. 


Adriana Montes

Designer - autora do nosso mascote

Ana Fernandes

Hairstylist - Apoio em traduções a candidaturas

Ana Süzel

Jornalista. Apoio na 2ª fase de newsletters.

André Pimpão

Programador web - autor do nosso website.

Bernardo Marques

Barman. Estudante de música. Associado. Equipa de embalamento de donativos na 1ª fase. O nosso vogal.

Bruno Pereira

Designer. Director criativo. Artista. Músico. Impulsionador da criação da Associação Missão Dimix. Autor do nosso logotipo. Associado.

Carlos Fofi Cipriano

Art Director. Autor da magia do nosso video de apresentação.

Carlos M. Pereira

Humorista. Equipa de embalamento de donativos na 1ª fase. Apoio na divulgação das nossas apresentações em Lisboa.

Carlos Müller

Reformado. O grande responsável pela primeira visita a São Tomé e Príncipe. Equipa de embalamento de donativos na 1ª fase. Associado.

Cristiana Fernandes

Advogada. Associada. Vice Presidente.

Cristiano Câmara

Restaurador. Mergulhador. Associado. Conselheiro. O nosso Tesoureiro.

David Tutti dos Reis

Film maker/ visual artist. Doador arte, 1º leilão Missão Dimix.

Hugo Alves

Editor de video. Editor na 1ª série de newsletters em video.

Hugo Bastos

Gestor. Apoio no envio de donativos.

Hugo José

Fotógrafo. Assembleia Geral, 2º secretário.

Inês Sena

Office manager. Conselheira. Designer gráfica dos nossos materiais e relatórios anuais. Associada.

Joana Tomás

Fotógrafa. Associada.

Lúcia Azevedo

Associada. Conselheira. Presidente do Concelho Fiscal

Maria Palha

Psicologa médicos sem fronteiras. Consultora de programas com impacto social. Conselheira.

Marta Cruz

Curadora independente. Designer gráfica do nosso website. Apoio na 1ª série de newsletters. Curadora do 1º leilão de arte Missão Dimix. Associada.

Miguel Angelo Fernandes

Gestor. Conselho Fiscal - Vogal.

Nuno Simões

UX & UI Creative Director. Apoio no envio de donativos. Recolha de correio.

Paulo Furtado

Músico. Impulsionador da criação da Associação Missão Dimix

Pedro Nóbrega

Fotógrafo. Autor das fotos de equipa. Assembleia Geral 1º secretário.

Richard F. Coelho

Realizador. Criativo. Autor do video do nosso video de apresentação. Presidente Assembleia Geral.

Rita Estanislau

Empresária de Hotelaria . Designer de interiores. Apoio na 1ª fase de recolha de donativos.

Rita Nóbrega

Psicóloga. Associada.

Rita Vian

Produtora. Jornalista. Apoio na 1ª fase de recolha de donativos.

Sandro Martins

Actor. Equipa de embalamento de donativos na 1ª fase.

Sofia Aparício

Actriz. Voz off do nosso 1º video de apresentação.

Sónia Pessoa

Ursotigre & make-up artist. Criadora do projecto Missão Dimix. Associada. Coordenadora e dinamizadora de actividades no terreno. Presidente.

“Tu tornas-te eternamente responsável por aquilo que cativas.”